Quem me conhece sabe que eu não sou uma “corredora”
nas estradas. Já fui, mas faz muito tempo. Aprendi, e não foi aqui, a
respeitar os limites de velocidade indicados nas estradas. Foi nas
estradas da Europa. Livre, 120, 100, 80, 50; sigo estritamente porque
sei que é necessário, é lógico e logo ali já vou ver o porquê.
Mas
por que andar a 80 numa estrada como a ERS-239, por exemplo? Não estou
falando dos trechos especiais onde temos de andar a 50 km//hora, porque
são trechos urbanos, com muita afluência de pessoas.
Mas vamos aos trechos na direção Novo Hamburgo a Taquara:
– Reta entre o posto do boliche e a entrada de Araricá
– Reta entre a ultima entrada de Araricá e a entrada de Nova Hartz
– Distância entre a entrada de Nova Hartz e o controlador perto da Bibi
– Distancia entre as Massas Mosmann até a entrada do bairro de Parobé
– E a cereja do bolo, já na ERS-115, o trecho em Taquara na direção Gramado, com pista dupla, a 50 km por hora!!!
É
difícil se “arrastar” do jeito que as placas pedem. E ficamos todos de olho nos pardais fixos e móveis para deles escapar, porque a multa é
severa, os pontos também.
Na minha última ida a Três Coroas, fiz um trato comigo mesma de andar na
velocidade do permitido tão somente. Foi uma viagem horrível,
extremamente cansativa, tive de parar várias vezes para caminhar um
pouco, para não dormir. Tive de afastar a minha mente do trânsito para centrar em outra coisa. Dai volta e meia senti, pelo barulho dos
pneus, que estava no acostamento. Um perigo só!
Para
renovar a minha carteira de motorista fiz questão de fazer o curso.
Aprendi muitas coisas. E aprendi também que as placas de sinalização são
feitas e estudadas por engenheiros de transito, e que não podemos nos
julgar mais especializados que eles, e devemos obedecer. Simples assim. Mas
literalmente, e sinceramente, quem consegue obedecer leis que parecem
fora de senso? Por que se constroem estradas com pouquíssimas
passarelas? Por que se constroem carros que vão ate 200 km/hora se não
existe estrada com limite maior de 110 km/hora?
Chego
a pensar que a roda da indústria da multa é mais forte que a intenção
de dar segurança nas estradas. Tomara que eu esteja errada!

























