Não existem fórmulas mágicas para manter um negócio relevante para seus públicos — clientes, colaboradores, fornecedores, sócios, investidores, governo, comunidade e concorrentes. O desafio é ser verdadeiramente importante para o ecossistema.
Diante do bombardeio de informações, ferramentas de IA, aplicativos e incertezas, encontrar um caminho claro se tornou difícil para empreendedores e líderes. A primeira ação é perceber se o foco principal está na pendência (execução do dia a dia) ou na tendência (preparação do futuro).
A solução está na ambidestria organizacional: dedicar cerca de 70% do tempo e recursos para operar o presente com excelência e 30% para construir o futuro, antes que a concorrência torne o modelo obsoleto.
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Após mapear o uso do tempo e atenção da empresa, é preciso retornar à origem: por que o negócio foi criado?
Peter Drucker, pai da administração moderna, ensina que “um negócio é uma organização que converte recursos escassos em algo que o cliente valoriza o suficiente para pagar, gerando lucro para sobreviver e crescer”.
Para Drucker, o cliente define o negócio. Não são os produtos, a tecnologia ou o capital, mas a capacidade de satisfazer uma necessidade ou desejo real. Não é o que a empresa acha que entrega, mas o que o cliente acredita estar comprando que importa.
A pergunta central é: quais ações farão o cliente ver a empresa como necessária em sua vida?
As 6 Estratégias Habilitadoras
Para que isso aconteça, a figura do líder mentor se torna indispensável, pois cabe a ele — através das perguntas certas e do desenvolvimento do time — transformar essas estratégias na ‘alma’ da empresa:
- Ser Atrativo e Útil:Se o cliente vive bem sem seu produto, a empresa vira commodity. Casos reais: Nubank (simplicidade + design), Apple(qualidade + desejo emocional) e Magazine Luiza (conveniência omnichannel);
- Ser Coerente:tudo deve estar alinhado — do discurso à entrega, dos bastidores à experiência do cliente. Casos reais: Netflix(promessa e execução impecáveis) e Patagonia (sustentabilidade autêntica);
- Ser Consistente:viver em “excelência em beta”, melhorando continuamente a vida do cliente. Casos reais: Amazon(obsessão pelo cliente), Google (experimentação constante) e Magazine Luiza (inovação com disciplina operacional);
- Ser Adaptativo:flexibilidade com firmeza na essência do negócio. Casos reais: Netflix(de DVDs para streaming e conteúdo próprio), Nubank (evolução constante mantendo simplicidade) e iFood (adaptação ágil no delivery).
- Ser Surpreendente:encantar o cliente de forma despretensiosa em cada ponto de contato. Casos reais: Nubank (surpresas positivas como aumento de limite), Coca-Cola(campanhas memoráveis) e Zappos (atendimento extraordinário);
- Ser Impactante:gerar valor além do lucro, contribuindo para o ecossistema e a sociedade. Casos reais: Patagonia(ativismo ambiental radical), Natura (impacto social na Amazônia) e Unilever (metas de sustentabilidade e marcas com propósito).
Essas estratégias não são uma receita pronta, mas o contexto mínimo para ter sucesso na era da inteligência artificial. Sempre surgirão novas abordagens conforme o mundo mudar.
Ser atrativo e útil ao cliente não é somente um discurso: é uma atitude real da empresa em relação a si mesma e ao mundo.
No meio do tiroteio de informações e mudanças, a pergunta que fica é: você está perdido ou tem clareza do que realmente importa?
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Este artigo foi publicado no portal MartinBehrend.com.br
























