Você
que acompanha esporte, ou até mesmo quem não se importa com eventos esportivos
já ouviu falar em Roger Federer. O suíço de 35 anos é dono de um currículo
invejável no tênis e no último domingo tornou-se o atleta mais velho a ganhar,
pela oitava vez em sua carreira, o Torneio de Wimbledon, maior e mais charmoso
campeonato de tenistas do mundo.
Ganhar
oito vezes um torneio do Grand Slam pode não ser tão expressivo, já que outro
tradicional torneio, Roland Garros, foi vencido pelo espanhol Rafael Nadal por
incríveis 10 vezes. Mas o que diferencia a conquista de Federer é o modo como
aconteceu. Desacreditado em função da idade, Federer preparou sua estratégia
para chegar a conquista. Ainda em 2016, não participou dos Jogos Olímpicos no
Rio de Janeiro, por exemplo, focando suas apresentações em torneios de forte
expressão.
Este
ano, resolveu não participar da temporada de saibro e dedicou seus treinamentos
e projetou seu jogo para a temporada de grama. Resultado: octacampeão em
Wimbledon, com a expressiva marca de vencer todas as partidas por três sets a
zero. O título de Federer, que já foi número 1 do mundo e caminha para voltar ao
topo, foi o 19º de Grand Slam e o 93º em sua carreira. Os recordes de Federer
vão muito além de títulos e precisaríamos de várias laudas para enumerá-los,
mas é preciso resumir a carreira de Federer em apenas uma palavra: gênio.
Você
que acompanha o esporte deve se sentir um privilegiado, afinal de contas você
presenciou o sucesso do menino da Basileia, você assistiu um mito em quadra,
você viu Roger Federer em ação.

























