O
mantra do propósito é o jargão do momento. Mas o propósito com direção,
com sentido. Já se perguntou qual a utilidade do seu negócio? Ele é um
negócio de origem, meio ou fim?
Se você é comerciante, tem um varejo, uma loja, e revende produtos que alguém fabrica, sua empresa é meio. Há muitos meios que cresceram com a nova economia: Amazon e
Magazine Luiza, por exemplo. Perceba que um já nasceu digital e se
utiliza de negócios físicos e o outro nasceu no físico e encampou o
digital, ampliando a sua plataforma.
Se
seu negócio é de origem você fabrica ou cria algo. Pode ser para o
cliente empresário ou consumidor final. Essa “fabricação” também se
aplica a área física digital através de conteúdos, ideias e afins: criatividade. Esse o meu foco! E, em realidade, todos tem um papel “fim”: atender o cliente!
A consolidação do mercado e uma união entre o “off” e “on” provocam várias questões a serem discutidas sobre a real utilidade de alguns tipos de empresas.
O mercado fala em Omnichannel, ou seja, vender por qualquer canal, seja ele físico ou digital. Até Omnimmodel já
se utiliza: diversas empresas oportunizando a outros plataformas de
revenda com estrutura e produtos alinhados com o varejo, na ponta.
Frases,
afirmações e questionamentos de que: o cliente compra da forma como ele
quer; para que existem determinados tipos de negócios se as plataformas
mundiais já fazem?; Elas são corriqueiras e colocam vários pontos de interrogação a existência dos negócios estabelecidos.
A
questão aqui não diz respeito as melhores adaptações a revolução
digital atual. No meu entender e experiência como mentor de negócios
atuando no mercado brasileiro, dentro e fora do Ecossistema de Inovação,
a situação é mais complexa.
Até
o momento se pensava em ofertar ao cliente o que seria mais adequado a
ele e que gerasse encantamento e satisfação. Isso é o básico! A questão
é: o que você faz é útil a alguém? De que forma essa utilidade acontece?
Quais as funções do seu negócio para suprir essa utilidade? Comprar
para quê?
São
muitas perguntas com respostas completamente diferentes. Não saberia
exatamente qual a melhor resposta, mas, certamente, devemos estar
preocupados com as melhores perguntas!
São
elas que nos propiciam as melhores reflexões e, atualmente, suportada
por análises estatísticas, inteligência artificial e ciência de
dados. Tenho conhecido diversas empresas que, de forma muito competente
e acertiva, se utilizam da complexidade do mundo dos dados para nos abastecer de informações e análises para tomada de decisões complexas.
Não
é mais uma questão somente de feeling e experiência, e sim, de
previsões, análises, construção com o mercado, testagem e aprendizagem
permanente. Por mais que se tenham informações sobre o que está
acontecendo no mundo, ainda há uma restrição de visão por parte de
muitos empreendedores, empresários e responsáveis por negócios sobre
esse tema.
São visões focadas na função do negócio e não na sua real utilidade e relevância ao mercado. Quer testar?
Responda a pergunta: o que mais posso agregar ao meu negócio para satisfazer o consumidor?
Respondeu? Agora responda: o que faz o consumidor comprar comigo?
E agora: ele realmente precisa o que minha empresa oferta?
Responda sinceramente, para si ou com seus
funcionários. A primeira pergunta tem relação com a melhoria contínua, a
segunda tem conexão com a inovação. E a terceira é sobre a relevância.
Procure
construir essas respostas e outras perguntas com as pessoas que estão
envolvidas com você e seu negócio. Pergunte ao seu cliente, teste no
mercado. Não caia na velha frase matreira que nos leva a zona de
conforto, a negação e a estagnação: meu cliente compra comigo porque é comigo!
Neste
momento! Por mais amizade ou fidelidade, se não for útil e relevante a
ele, não há o que vender. As opções são muitas a quem trabalha com o “bastantão”. A quem cria mercados, inova em ideias, produtos e serviços, a concorrência é quase nula.
Me lembro de uma análise de um professor de economia. Ele dizia: uma nota de cem reais pode ser dividida de várias formas. Qual seu pedaço?
Naquele
exercício ele despersonalizou a relação de negócios entre empresa e
consumidor. Ele questionou qual a utilidade do negócio, além do dinheiro
gerado. Ao mesmo tempo, mostrou que o interesse do consumidor é fazer
render mais o que ganha e, por consequência, escolher melhor e com mais
propriedade.
A
experiência é fundamental pois distingue o que é uma discussão que tem
relação direta com o negócio ou é lateral. Esse um ponto importante: o
foco! A utilidade! A relevância! O empresário precisa estar preparado para esse tipo de análise e decisão!
Amplie seu horizonte de reflexão com um único foco: seu negócio é relevante ou pode ser facilmente trocado pelo mercado?
Com
essa resposta na mão, vá à luta: pesquise, analise, pergunte, reflita.
E, principalmente: tome atitudes necessárias para a relevância de seu
negócio, antes que a concorrência o faça!
César Silva é Mentor de Negócios PMBM®, Consultor, Professor, Palestrante e Escritor
Artigo publicado no portal www.martinbehrend.com.br .
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