“#TrensurbInforma Devido ao reflexo de furtos de cabos nos últimos dias, os trens seguem circulando com velocidade reduzida no trecho entre as estações Sapucaia e Unisinos. Com isso, os intervalos praticados nos horários de pico serão de 10 minutos entre as viagens (normalmente, seriam de 6 minutos). O tempo de viagem deve chegar a uma hora (normalmente, seria de 53 minutos).”
Essa mensagem acima foi publicada há poucos dias no grupo do WhatsApp reunindo a assessoria de imprensa da Trensurb e jornalistas gaúchos. Infelizmente, esta é uma mensagem que se repete mais do que deveria.
Isso porque, o roubo de furtos e cabos da Trensurb é uma espécie de inço. Esse crime representa prejuízos para a empresa e passageiros dos trens. Fora a indignação pelos transtornos provocados.
As reclamações dos usuários são frequentes, pois muitos chegam atrasados aos seus compromissos e perdem tempo de forma desnecessária.
São milhares de trabalhadores prejudicados por alguns bandidos que não desistem de praticar os crimes.
GASTOS
Essa prática revoltante e recorrente de furtos representa um prejuízo direto aos cofres da empresa. Em 2021, foram 104 casos de furto, com prejuízo estimado em pelo menos R$ 1,4 milhão, considerando-se material e mão de obra. Esse valor é maior quando se analisam os reflexos operacionais na circulação dos vagões.
Em 2022, já foram registrados 57 casos de furtos ou tentativas de furto de cabos. O prejuízo estimado até o início de junho é de R$ 200 mil. Só que esses números certamente, e infelizmente, já aumentaram, pois nas últimas semanas houve uma nova onda de ataques.
PREVENÇÃO
A Trensurb vem buscando agir de forma preventiva, embora a vagabundagem insista em desafiar os novos obstáculos.
Desde o ano passado, a Trensub investe – um gasto extra, que poderia ser aplicado em outras melhorias – na instalação de concertinas. As cercas cortantes buscam inibir a atuação dos criminosos, já que são extremamente cortantes. As estruturas foram instaladas por vários quilômetros dos muros da Trensurb.
Outra medida adotada foi a poda da vegetação em alguns pontos de maior atuação dos ladrões. O objetivo é facilitar a visualização da via durante as rondas da segurança metroviária. Na foto abaixo está um registro de poda realizada para ampliar o campo de visão dos seguranças.

,MERCADO
Além dos autores dos furtos, é necessário também descobrir quem compra os materiais furtados. É fato que existe um mercado ilegal que remunera e recebe esses itens para dar diferentes destinações.
Existem receptadores sofisticados que incentivam a criminalidade. Desta forma, o trabalho de investigação precisa ser ainda mais abrangente, pois estes cabos, que prejudicam a vida de milhares de trabalhadores, estão abastecendo um comércio fora da lei.
























