Não é para soltar foguetes nem fazer carreata. Mas dá para seguir tendo esperança em dias mais tranquilos.
Considerado em todo o mundo como o principal parâmetro para avaliar os níveis de violência, o número de homicídios reforça a constante queda da criminalidade no Rio Grande do Sul.
Pela primeira vez depois de nove anos, o Estado voltou a encerrar o primeiro semestre com menos de mil assassinatos – a última ocasião havia sido em 2011, com 870 vítimas.
Entre janeiro e junho de 2019, foram registradas 962 mortes, o que representa queda de 24% em relação às 1.265 do mesmo período do ano passado. Os dados fazem parte dos indicadores de criminalidade divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).
A redução também aparece na leitura mensal. Enquanto junho de 2018 registrou 194 homicídios, no mês passado, em todo o Estado, houve 152 (-21,6%) – o menor número desde 2013, com 135 vítimas. “Esse é um trabalho de evolução do governo Eduardo Leite. Tivemos uma redução importante já no ano passado, no governo Sartori, e estamos ainda mais engajados”, destacou o vice-governador e secretário da Segurança, Ranolfo Vieira Júnior. “Ainda temos muito a fazer, são muitas mortes. Seguimos trabalhando”, completou Ranolfo.
FURTOS
Desde que o Rio Grande do Sul iniciou a contabilização dos indicadores criminais, em 2002, nunca houve um número de furtos mais baixo do que o registrado no primeiro semestre de 2019.
A marca de 59.409 casos em todo o Estado ainda representa queda de 14,9% em relação aos 69.835 ocorridos nos seis primeiros meses do ano passado. E se comparado com o pico negativo de 127.699 ocorrências, alcançado em 2003, o atual recorde positivo representa corte acima da metade (-53%) no total de delitos para o período.
LATROCÍNIOS
As ocorrências de latrocínio seguem a tendência geral de diminuição. O primeiro semestre de 2019 encerrou com a segunda menor marca desde o início da contabilização, em 2012. Foram 35 assaltos com morte entre janeiro e junho, número que só fica acima do registrado em 2009, com 29 casos. Em relação ao mesmo período do ano passado, que teve 51 latrocínios, o resultado atual equivale a uma queda de 31,4%.

























