As indústrias de calçados do Rio Grande do Sul estão cansadas de apanhar caladas.
Nos últimos meses, tradicionais empresas fecharam unidades, teve recuperação judicial e falência anunciadas, milhares de postos de trabalho foram fechados. Nesse ritmo, será inevitável notícias com mais empresas reduzindo sua produção.
Em dez anos, este setor assistiu ao encerramento de 705 empresas, perdeu 15.600 empregos diretos, deixando inúmeras famílias desamparadas.
Para tentar estancar essa maré de notícias ruins, os sindicatos das indústrias de Campo Bom, Dois Irmãos, Estância
Velha, Farroupilha, Igrejinha, Ivoti, Novo Hamburgo, Parobé, Sapiranga,
São Leopoldo e do Rio Grande do Sul , juntamente com a Associação Comercial,
Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI-NH/CB/EV),
formaram o Movimento Pró-Calçado RS, lançando a campanha ICMS igual para todos.
Candidatos ao governo do Estado e deputados já estão recebendo o documento, que demonstra a necessidade urgente da equiparação do ICMS do Rio Grande do Sul ao praticado em Santa Catarina, aonde as indústrias contam com crédito presumido subsidiado pelo Estado, que efetiva uma alíquota de 3% do faturamento do mercado interno.
O QUE É PRECISO MUDAR?
O movimento ICMS igual para todos propõe a equiparação do ICMS Interestadual do Rio Grande do Sul aplicado à indústria calçadista (hoje entre 7% e 12%) ao mesmo percentual aplicado às indústrias no Estado de Santa Catarina, as quais possuem um crédito presumido subsidiado pelo Estado, que efetiva uma alíquota de 3% do faturamento do mercado interno.
MAIOR E MAIS COMPLETO CLUSTER DO MUNDO
O Estado do Rio Grande do Sul é um dos principais polos calçadistas do Brasil. A intensa produção, aliada à oferta de componentes, máquinas e instituições de ensino e de desenvolvimento ligados ao setor, fez com que este Estado seja considerado o maior cluster calçadista do mundo. Estima-se que abriga em torno de 60% das indústrias de componentes e 80% da indústria brasileira de máquinas para calçados.
Hoje, o cluster calçadista gaúcho enfrentas uma situação cada vez mais dramática, perdendo competitividade, faturamento, empregos e arrecadação tributária.
A desoneração tributária pretendida terá um impacto de cerca de 9% no preço de venda da indústria local, tendo em vista que há repercussão dessa desoneração em todos os custos vinculados ao preço de venda – PIS, COFINS, comissões, fretes etc.
A pretensão dos calçadistas tornará o produto gaúcho competitivo, permitirá a manutenção das indústrias aqui instaladas, fomentará o investimento local, estimulará a criação de novos empregos, incentivará a formalização de negócios e criará um ambiente social, econômico e empresarial de alto padrão para o calçado gaúcho, possibilitando que o estado volte a ser o maior produtor de calçados do país e uma referência internacional no setor.

O site da campanha é https://icmsigualparatodos.com/

























