Mais demissões no setor calçadista brasileiro.
Nesta segunda-feira (18), a RR Shoes Comércio e Fabricação de Calçados – fabricante da marca Via Uno – demitiu 535 trabalhadores da sede em Santo Antônio da Patrulha. No começo de abril, a indústria já tinha desativado a unidade de Teutônia, com cerca de 350 demissões.
Segundo informações preliminares, cerca de 300 trabalhadores ainda seguirão tocando uma produção reduzida de calçados da empresa.
Este é mais um baque para Santo Antônio da Patrulha. Em abril, a Piccadilly encerrou as atividades de uma unidade no município, fechando cerca de 400 postos de trabalho.
Além disso, estas demissões devem se refletir em demissões nos ateliers do município e região que abastecem a RR Shoes.
WIRTH
Na semana passada, a Indústria de Calçados Wirth, com matriz em Dois Irmãos, encerrou as atividades da unidade localizada no Wallachai, em Morro Reuter, liberando 120 trabalhadores. Caso a economia reaja, há chance real de reativação da produção no local.
Em Três Coroas, ainda na semana passada, também encerraram as atividades a Bernardi Calçados (Divalesi), demitindo cerca de 125 trabalhadores, e a Calçados Andine, com dezenas de outros desligamentos.
ABICALÇADOS
Até
abril, conforme levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), foram perdidos 31 mil
postos em função das quedas na produção. Com os números das últimas duas semanas, essa soma se aproxima de 35 mil demissões no país.
Para o ano, a estimativa é de
que o setor perda até 57 mil postos, caso a crise mantenha o ritmo
atual.
Em dezembro do ano passado o setor empregava 269 mil pessoas,
número que pode fechar 2020 em 212 mil.
PLEITOS
A
Abicalçados segue trabalhando em prol do setor calçadista brasileiro,
reunindo informações junto às empresas, que servirão de insumo para a
realização de pleitos junto ao Governo Federal. O objetivo é mitigar os
efeitos da crise do novo coronavírus sobre o setor.
Entre as principais
bandeiras está a facilitação do acesso ao crédito e ampliação da MP 936,
que flexibiliza os contratos neste momento de pandemia como forma de
manutenção dos empregos e da saúde financeira das empresas.
Conforme a Abicalçados, os
impactos da pandemia do novo coronavírus na produção de calçados podem
fazer com que a produção do setor caia até 30% em 2020.
























