A Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) divulgou Nota Oficial na manhã desta quinta-feira (24),
O presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas),
Antônio Cesa Longo, informa que a partir desta quarta-feira (23)
agravaram-se os problemas de abastecimento de mercadorias para
supermercados gaúchos em decorrência da paralisação dos caminhoneiros em
todo o Brasil.
O dirigente salienta, entretanto, que os supermercados
possuem um estoque médio de segurança de 15 dias nos produtos não
perecíveis, em que se enquadram itens de mercearia (massas, biscoitos,
grãos, leite, açúcar, bebidas, farináceos, matinais, condimentos, doces,
bombonière, etc.), higiene e beleza, limpeza, bazar e não alimentos em
geral. “Com relação a estes produtos, não há risco de desabastecimento
para o consumidor final em um curto prazo”, destaca Longo.
A situação mais preocupante recai sobre os perecíveis, que não são estocados pelos supermercados por seu curto prazo de shelf life.
“A partir dos próximos dias, se a situação não se normalizar, poderá
haver desabastecimento em itens de hortifrúti, carnes, frios e
laticínios refrigerados, por exemplo”, explica o presidente da Agas.
Segundo Longo, os problemas vão aumentar gradativamente, à medida que
os supermercadistas não conseguirem repor as mercadorias vendidas nas
lojas do setor.
O
presidente da Associação conclui informando que os supermercados
gaúchos recebem diariamente quatro milhões de consumidores em suas
lojas, espalhadas por todos os municípios do Estado. “Reconhecemos a
legitimidade do pleito dos caminhoneiros e somos favoráveis ao direito
de livre manifestação, mas esperamos que o poder público chegue a um
acordo com a categoria, no menor prazo possível, para que os
consumidores e contribuintes brasileiros não sejam prejudicados”,
finaliza.
Essa mesma realidade também pode afetar mercados de menor porte. Embora trabalhem com fornecedores locais, alguns estabelecimentos recebem mercadorias de outros Estados, e também poderão ficar sem alguns itens.

























