Numa produção artesanal, em que até o bom e velho pé de
moleque (ferramenta do setor calçadista) segue tendo importância e utilidade, a Drizza Bolsas, do município de
Roca Sales, participou da Fábrica Modelo de Artefatos durante a realização do
25º Salão Internacional do Couro e do Calçado (Sicc), em Gramado. Especializada
na técnica de tressê, a grife gaúcha desenvolveu cerca de 30 bolsas nos três
dias de evento – que se encerrou ontem. A Fábrica Modelo é uma parceria do Instituto
Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC) com a Merkator
Feiras e Eventos.
O detalhe e o capricho aplicado pelas colaboradoras da
Drizza chamaram a atenção de quem circulava pelos corredores do Serra Park e
parou para conferir o trabalho. A aplicação do tressê exige técnica e concentração, além de
mãos habilidosas e treinadas. “É um produto diferenciado, em couro, que
trabalho com segmentos específicos de consumidoras. Procuramos trazer essa
proposta para que os visitantes pudessem se aproximar da realidade desse
produto”, destacou o coordenador técnico do IBTeC e responsável pela
implementação do projeto, Paulo Model. “Este tipo de ação em feiras é sempre
válida, pois permite mostrar aos visitantes o grau de envolvimento e todas as
etapas na produção de uma bolsa”, completa.
Além da equipe de colaboradores da Drizza, a Fábrica Modelo
de Artefatos contou com a participação de cerca de 20 fornecedores de equipamentos,
máquinas, insumos, matérias-primas, sistemas de logística, embalagens, entre
outros. O presidente executivo do IBTeC, Paulo Griebeler, salienta que além de
mostrar a fabricação de bolsas para lojistas, a Fábrica Modelo também tem como
foco apresentar máquinas, equipamentos e insumos para a produção de artefatos,
no caso bolsas.
HISTÓRIA DA DRIZZA BOLSAS
A Drizza Bolsas foI criada em 1992, com o objetivo de
atender ao mercado externo. Desde o início, a indústria concentrou-se na produção de
bolsas de alto padrão. O tressê, uma técnica extremamente artesanal e
sofisticada, tem sido desde o início a marca registrada da grife, que com as
mudanças de comportamento do câmbio passou a atender o mercado interno. Hoje,
as bolsas Drizza estão em todo o Brasil, em boutiques e lojas especializadas. A
fábrica gera hoje em torno de 70 empregos, entre diretos e indiretos, e produz
em torno de 1.200 bolsas por mês, entre marca própria e private lable.
























