Mais uma manhã agitada em Estância Velha.
Em operação liderada pela Polícia Civil, nesta terça-feira (14), seis pessoas foram presas temporariamente. As investigações estão apurando suspeita de fraude envolvendo exames de imagens na área da saúde.
Além de servidores ligados à Secretaria Municipal da Saúde, está sendo investigada a empresa responsável pelo fornecimento dos exames. Segundo apuração inicial, ela teria recebido valores da Prefeitura por serviços nunca realizados, ou informava número superior. A investigação envolve a Previne (empresa contratada pela Prefeitura para a realização de exames de imagem, como raio-x, ecografia, tomografia).
A empresa foi vendida há cerca de um mês e teria sido beneficiada em licitações, além de suspeitas de ter ter pago propina a agentes públicos para manter o suposto esquema. A atual gestão da Previne não está sendo investigada pelos agentes da segurança.
Na operação, foram presos a secretária interina da Saúde do município, Eloise Gernhardt, o secretário licenciado da pasta, Mauri Martinelli, e uma ex-titular da pasta, Ana Paula Macedo. Eloise assumiu como titular da secretaria no começo do mês, comemorando o novo desafio e recebendo dezenas de comentários elogiosos e curtidas.
A Polícia Civil batizou a ação de Operação Anamnese. Na área da Medicina, anamnese é uma entrevista médica utilizada por psicólogos e médicos que possui técnicas para poder estabelecer uma avaliação e diagnóstico do indivíduo. É a base a partir da qual se pode estabelecer um tratamento ou iniciar uma psicoterapia de apoio ou outra qualquer.
A operação está sendo conduzida por agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública e Ordem Tributária (Deat) – oito mandados de prisão temporária e 10 de busca e apreensão em Estância Velha, além de mais quatro cidades: Novo Hamburgo, São Leopoldo, Dois Irmãos e Mostardas.
São apurados crimes de corrupção ativa e passiva, fraude licitatória e associação criminosa. A coordenação dos trabalhos é dos delegados Vinicios do Valle e Max Otto Ritter. As investigações começaram no segundo semestre de 2018.
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