Na manhã desta terça-feira (6), a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Leopoldo , deflagrou a Operação Charrua, no combate ao tráfico de drogas.
Durante alguns meses de monitoramento referente ao tráfico no bairro São Miguel, em São Leopoldo, diversas prisões em flagrante foram realizadas. Pontos de venda de droga, como “Loja Narcos Charrua”, eram divulgadas abertamente em site de busca.
Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em São Leopoldo (bairro São Miguel e bairro Feitoria), em Novo Hamburgo (bairro Lomba Grande) e em Sapucaia do Sul.
Até o começo desta manhã, cinco pessoas foram presas. Os nomes não foram divulgados pelas autoridades policiais.
Uma pistola 9mm com numeração raspada, drogas e um Porsche Cayenne foram apreendidos. O veículo de luxo era utilizado pela esposa do líder do grupo, que está recolhido ao sistema prisional. Ela ostentava o veículo quando recolhia os valores do tráfico de drogas no bairro São Miguel.

Segundo investigações, o grupo criminoso é liderado por um indivíduo recolhido ao sistema prisional e por outro indivíduo colocado recentemente em liberdade.
Por conta de prisões e apreensões de drogas durante esse período, os investigados passaram a ter condutas cada vez mais articuladas, para tentar se evadir de ação policial.
Por disputa de território do tráfico de drogas, moradores das cercanias dos pontos de venda de drogas estavam sendo constrangidos com a presença de indivíduos armados, em via pública.
Relatos e denúncias por WhatsApp indicam que os criminosos passaram a vigiar quaisquer pessoas que transitam em via pública, seja a pé, seja de automóvel.
A situação piorou, recentemente, no domingo, 28/8/2022, à noite, quando foi recebido um vídeo, onde aparece um grupo de homens armados espancando outros indivíduos, nas cercanias de dois condomínios, na Rua Lindomar de Borba. No vídeo, tais suspeitos chegam a ostentar armas de fogo e efetuar disparos, em escancarada demonstração de força.
A Draco de São Leopoldo conta com a participação da comunidade, por via de denúncias para WhatsApp/Telegram: (51) 98585 6118. O sigilo é garantido para quem denunciar.

























