A polêmica está grande em São Leopoldo. E o centro da discussão envolve um cachorro de rua.
O debate viralizou após a publicação nesta quarta-feira (14) de um vídeo no perfil da leopoldense Bianca Bitelo. Em poucas horas, foram mais de 600 compartilhamentos e mais de 15 mil pessoas já viram as imagens.
O “flagrante” envolve uma Kombi da Prefeitura de São Leopoldo estacionando junto ao passei público em uma das avenidas do município. Em questão de segundos, a porta de trás se abre e um cachorro pula pra calçada. Em seguida, a Kombi tem a porta fechada e arranca. O cachorro ainda ameaça tentar seguir o veículo, mas fica por ali mesmo. A ação ocorreu na sexta-feira, dia 9 de fevereiro, por volta de 14 horas.
Esse gesto vem sendo bastante criticado por moradores de São Leopoldo. Na própria publicação tem dezenas de manifestações:
“Que ódiooooo! Isso não pode ficar assim…quem fez esse absurdo tem que ser responsabilizado!”
“Que absurdo…Uma secretaria que é pra cuidar dos animais e primeiramente pensar no bem estar deles abandonar numa via dessas? ?? Simplisnente abismada com tanta crueldade com essa gestão…”
“Que horror !!! Essa é atitude de quem ama animais ???? Não acredito … quem larga dessa maneira não tem coração !!!”
“Olha isto que absurdo! Sem explicações para a atitude destes servidores públicos de São Leopoldo. Fiquei extremamente revoltado. Espero que a Prefeitura tome as medidas cabíveis aos infratores.”
PREFEITURA DE SÃO LEOPOLDO
Na própria publicação do vídeo no Facebook, o titular da Secretaria de Proteção Animal (Sempa), Andersn Ribeiro, vem buscando esclarecer o procedimento. O debate está quente. O Portal Martin Behrend também recebeu nota enviada pela Prefeitura sobre esta situação:
“Nesta
quarta-feira, 14 de fevereiro, um vídeo publicado nas redes sociais
mostra uma Kombi da Secretaria de Proteção Animal (Sempa)
devolvendo um cão às ruas de São Leopoldo. O secretário Anderson
Ribeiro confirma que o vídeo retrata o trabalho da Sempa, pois, ao
contrário do que alguns moradores imaginam, seu papel não é
resgatar animais abandonados e colocar no canil municipal.
A
secretaria não aceita, desde janeiro do ano passado, o ingresso de
animais sadios no canil municipal. De acordo com Ribeiro, só são
recolhidos os bichos que estão em situação de risco de morte, seja
por conta de um atropelamento, de desnutrição ou de doenças
graves. “Esta medida já foi amplamente discutida com o Conselho
Regional de Medicina Veterinária, Grupo Intermunicipal Pro-Animal e
Ministério Público. Chamamos esse processo de captura, tratamento,
esterilização e devolução”. A média é de que 60 animais por
mês tenham este tipo de atendimento.
Ribeiro
ressalta que os animais que têm condições de voltar para a rua são
devolvidos ao local de origem. “No momento que foram recolhidos,
alguém teve que assinar a ocorrência, provavelmente quem acionou a
Sempa. Não há como considerar situação de abandono, mas de
devolução ao local de origem após o tratamento”, reforça.”
Em tempo: o cachorro foi recolhido por uma vizinha do local, que decidiu cuidar dele. O animal está à espera de adoção.


























