Neste sábado (20), a Prefeitura de São Leopoldo divulgou “Nota oficial sobre servidora da saúde agredida na vacinação”.
O posicionamento oficial do Executivo afirma que “A agressora, profissional de odontologia, recebeu a dose da qual
tinha direito. O filho, no entanto, que estava no mesmo veículo, não
estava contemplado na lista de profissionais de saúde para o dia de
hoje. O homem não aceitou a resposta negativa e partiu para
agressões verbais às servidoras, junto com a mãe que chegou a agredir
fisicamente e tirar a vacina à força da mão da vacinadora.”
O Portal Martin Behrend registrou a Nota oficial: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/… .
Ao longo do dia, a reportagem tentou confirmar a identidade das pessoas envolvidas no episódio. Contudo, não houve confirmação oficial por parte das fontes consultadas nem de testemunhas. Desta forma, não foram divulgados os nomes.
POSICIONAMENTO
Na noite deste sábado, a família envolvida no episódio se manifestou em uma rede social. A mãe e o filho descritos na Nota da Prefeitura são Flávio Barbosa de Carvalho e Maria da Glória Barbosa Leuck. Ela é esposa do médico Ivo Leuck.
Entre diferentes atuações na vida profissional e política, em 2020, Leuck concorreu a vice-prefeito de São Leopoldo filiado ao PRTB. O candidato a prefeito foi Heliomar Franco (DEM). A chapa Heliomar/Ivo Leuck ficou no segundo lugar, com 33.284 votos, recebendo 33,44% dos votos válidos.
No perfil de Ivo Leuck no Facebook foi divulgada uma Nota de Esclarecimento:
“Diante das acusações, ameaças e nota publicada pela Prefeitura Municipal de São Leopoldo, replicada em alguns jornais como o Vale dos Sinos e redes sociais no dia 20 de março de 2021, nas quais acusam Flávio Barbosa de Carvalho e Maria da Glória Barbosa Leuck de agressão a uma servidora, temos a considerar o seguinte:
No dia 19/03/21 à noite, vimos um vídeo explicativo da própria Prefeitura publicado no Instagram onde foi dito que o profissional de educação física também seria vacinado, incluído no grupo de prioridade dos profissionais de saúde. Neste vídeo, a fala é da servidora Karen que inclusive era a coordenadora da vacinação no momento do ocorrido. Flávio é professor de educação física e acordou cedo no dia 20 de março do corrente ano, para não perder a vacinação e foi ao Drive Thru de vacinação acompanhado de sua mãe que é dentista, portanto, na sua vez de vacinar. Compareceram somente M. da Glória e filho, sem a presença de Ivo Leuck.
Ao chegar na fila do drive para vacinação por volta de 7:30, aguardaram até o início que estava previsto para as 9 horas, dentro do automóvel. Adentraram ao local por volta de 9:30 e foram abordados por um rapaz que pediu identificações. Inicialmente foi informado que não poderia vacinar, mas chegando dentro da área coberta, foram abordados por mais dois servidores, um em cada janela, e novamente identificados, só que desta vez a servidora disse que Flávio teria sim direito e inclusive preencheu o caderno com os seus dados, forneceu a ficha de vacinação e o lote da vacina já preenchidos. Ao chegarem próximo da mesa onde estavam as servidoras vacinando, Karen, a coordenadora que gravou o vídeo informativo, os abordou e disse que Flávio não poderia ser vacinado. Ao ser questionada, ela falou que fez o vídeo, mas que o mesmo foi apagado e que foi um equívoco.
Já que houve equívoco, por parte da prefeitura ou da Karen, Flávio perguntou se haviam feito outro vídeo ou nota de esclarecimento, porque acordou cedo, aguardou horas dentro do carro com sua mãe idosa, seguindo uma recomendação do dia anterior da própria servidora. Para surpresa ela disse que não houve nova informação no Instagram Oficial da Prefeitura, que foi somente apagado e que antes já haviam passado outros 3 profissionais de educação física por ali, também barrados e não vacinados.
Em que pese a desorganização, teriam vacinado, pois já havia sido autorizado pela servidora anterior e estava com o comprovante de vacinação na mão. Flávio falou não ser justo, que a falha não foi sua e que estava seguindo uma orientação oficial, pois a moça de trás já havia lhe dado o comprovante de vacinação, que estava desorganizado e ninguém sabia de nada.
Chegando finalmente próximo à mesa de vacinação, uma servidora veio e fez a vacina em M. da Glória. Flávio perguntou sobre a sua, obtendo a resposta que a Karen não havia autorizado a vacinação e, portanto, não iria fazer. Indignado com a resposta, Flávio solicitou reconsideração, pois estava lá atendendo ao que foi informado na página da Prefeitura Municipal.
Surpreendentemente, as servidoras não argumentaram, não discutiram apenas chamaram os GCMs presentes no local. Explicou a situação para eles e a discussão se estendeu, ficando acalorada por ambos os lados.
Uma servidora que acusa M. Da Glória de agressão estava com o crachá virado e rejeitou o pedido para se identificar momento no qual se deu a confusão. A mulher começou a gritar por socorro diversas vezes dizendo que estava sendo agredida. Ora, em nenhum momento houve intervenção da segurança, ninguém foi imobilizado ou algemado pelos guardas e muito menos a pretensa agressora, porque não houve agressão e menos ainda tentativa de tirar a vacina da mão de ninguém, atos dos quais acusam e que com certeza se fossem verdades, com agentes de segurança pública presentes no momento, estes teriam intervido. Não houve crime algum!
Flávio e Glória deixaram o local normalmente.
O incidente certamente está repleto de vontade de criar factóide para atacar pessoas que de forma ordeira e pacífica buscam seu devido atendimento em saúde. Parece haver também objetivos escusos, politiqueiros da pior espécie.
Por fim, se faz necessário uso de DIREITO DE RESPOSTA na página oficial da Prefeitura Municipal, de cuja Secretaria de Saúde saíram dados sigilosos publicados com fim de atacar a honra de uma família. Urge que se providencie retratação, retirada de inúmeros ataques, ofensas, injúria e difamação do site oficial e redes sociais, obra de militantes desclassificados, para não atestar que o fazem sob o manto da administração oficial.”
Ivo Leuck – Maria da Glória Barbosa Leuck – Flávio Barbosa de Carvalho”

























