A primeira noite de atendimento à população de Novo Hamburgo que mais precisa foi concluída.
Nesta quinta-feira (29), que marcava o início de um período com as temperaturas mais baixas do ano até o momento, foram registrados 45 atendimentos e 37 pernoites.
O serviço faz parte da mobilização da Prefeitura “Novo Hamburgo Cuida: ação de acolhida a frente fria”, em parceria com a Catedral São Luiz Gonzaga. “Foram todos bem alimentados. Após o café da manhã de hoje, eles deixaram todas as camas arrumadas e seus pertences organizados para voltarem à noite. Isso é muito importante”, comenta a diretora de Assistência Social, Juciane Saul, responsável pela operação de acolhimento. Durante a noite, a temperatura mínima registrada em Novo Hamburgo foi de 7 graus.
Roupas também foram disponibilizadas para quem precisava. Devido à chuva dos últimos dias, algumas pessoas chegaram no local com vestimentas úmidas. Além do grupo em vulnerabilidade social, oito cães foram abrigados na estrutura montada pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (SMMADU) ao lado do ginásio. Todos receberam ração, água e um local para dormir.
O atendimento retoma nesta sexta-feira (30) às 19 horas. O acesso é pela Rua Joaquim Nabuco, no estacionamento ao lado da Catedral São Luiz Gonzaga. O ginásio foi cedido pela igreja para abrigar a população que mais precisa de proteção durante os dias de frio.
SÃO LEOPOLDO
Nesta quinta-feira, a Secretaria de Assistência Social de São
Leopoldo, por meio do Centro de Referência Especializado em População em
Situação de Rua (Centro POP), realizou uma ampla operação de
acolhimento e busca ativa de pessoas em situação de rua, diante da forte
queda nas temperaturas. A ação, realizada com abordagem humanizada,
resultou no acolhimento de 60 pessoas e no encaminhamento delas para
pernoite na República destinada a esse público.
Durante
o dia, os acolhidos receberam alimentação, roupas de inverno, banho
quente, atendimento odontológico e vacinação contra doenças sazonais.
Nos próximos dias, a equipe da assistência seguirá com o acompanhamento
individual, oferecendo emissão de documentos, encaminhamento para o
aluguel social, reconstrução de vínculos familiares e suporte em saúde
física e mental.
A secretária de Assistência
Social, Simone Dutra, explicou o uso do termo “operação”, muitas vezes
confundido com ações policiais: “Falamos em operação porque é um
processo de cura. Cura das feridas emocionais, da saúde física e,
principalmente, dos danos causados pelo uso de psicoativos — sendo o
crack, infelizmente, o maior vilão entre essas histórias. É um trabalho
que exige sensibilidade e persistência.”
Apenas dois casos recusaram acolhimento, por decisão pessoal. Os demais foram monitorados e acolhidos com dignidade.
Prevendo
um possível aumento da demanda, a Secretaria de Assistência Social já
ativou um alojamento emergencial com equipe de sobreaviso pronta para
atuar. A ação conta ainda com o apoio da Defesa Civil, que mobilizou
mais de 200 voluntários cadastrados espontaneamente, fortalecendo a rede
de proteção e solidariedade da cidade.
A
Prefeitura de São Leopoldo reforça o compromisso de não medir esforços
para garantir que ninguém enfrente o frio e a vulnerabilidade sem apoio.
O cuidado com as pessoas segue sendo prioridade absoluta.
