Uma combinação de cheia do leito do Rio dos Sinos e represamento das águas em razão do vento sul vem trazendo transtornos para moradores do entorno do rio.
Na Vila Integração, em Lomba Grande, próximo do ponto de captação da Comusa – Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo, a água tomou conta de vias como Alfredo Pressi, Alcido Osmar Klein e João Vendelino Machado.
A reportagem do Portal Martin Behrend esteve nestas ruas na quarta-feira (8), mas o rio ainda não tinha subido.
Na manhã desta sexta-feira (10), o repórter de trânsito da Rádio União, Zé Renato Oliveira, esteve no mesmo local e constatou a água acumulada pelas ruas e em alguns pátios de residências.
No ponto de captação de água pela Comusa o nível atingiu 6,60 metros. Lembrando que em maio esteve em 1,73 metro.
Há também registro de água acumulada na rua Bruno Werner Storck, no bairro Canudos, junto ao banhado da Avenida dos Municípios.
SÃO LEOPOLDO
Na Rua da Praia, em São Leopoldo, o rio também avançou pela via trazendo transtornos para a circulação de moradores e também acumulando água nos pátios de residências.
A MetSul Meteorologia vinha alertando que em razão das chuvas fortes na Serra gaúcha muita água desceria para diferentes bacias hidrográficas, principalmente para o Rio Taquari, Rio Caí, Rio dos Sinos, Rio Jacuí e Rio Gravataí.
A cheia do Rio Taquari é a terceira maior da história e algo parecido não se registrava há mais de seis décadas.
Também há riscos de maiores estragos nas ilhas do Guaíba, em Porto Alegre. O Guaíba está oficialmente em cheia. O nível da água no Cais Mauá passou dos 2,30 metros, acima da cota de cheia de 2,20 metros.
A informação da medida do Guaíba é a Sala de Situação da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (SEMA-RS), que faz o monitoramento das cheias no Estado. O nível normal no local é de 1,2 metro.
A virada do vento para Nordeste a partir dessa sexta-feira deve colaborar para o escoamento, mas a situação ainda demanda alerta.
No Rio Grande do Sul, mais de quatro mil pessoas estão desalojadas ou desabrigadas por causa das enchentes.
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