Sem surpresas, o atual presidente da Subseção de Novo Hamburgo da OAB/RS, Carlos Eduardo Braun, 39 anos, foi reeleito para mais três anos de mandato. Após a gestão 2019-2021, ele seguirá na presidência para 2022-2024.
A subseção de Novo Hamburgo abrange as Comarcas de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos, Ivoti e Presidente Lucena
A eleição foi realizada nesta segunda-feira (22), e teve caráter inédito: pela primeira vez, foi possível votar de forma on-line.
Diferentemente dos últimos pleitos, onde dois grupos disputaram intensamente a presidência da subseção, desta vez teve apenas uma chapa inscrita.
A situação foi a vencedora repetindo a atual nominata da diretoria:
Carlos Eduardo Braun – Presidente
Juliana Martins da Silva – Vice-presidente
Vinicius Martins Dutra – Tesoureiro
Fabiana Paz – Secretária-geral
Simone Stoffel – Secretária-geral adjunta
Conselheiros titulares: Mary Christine Frota Araújo, Andreia Lobo da Rosa, Andreia Lilia Kraemer, Vicente Fleck de Oliveira, Jacson Rossano Asconavieta Borda, José Adelmo de Oliveira Júnior, Carolina Nascimento Richter, Ana Claudete dos Santos Gautério Pavinato, Noelle Luciana Waclawovsky, Alexsandro da Silva Faria, Vinícius Klein Bondan e Nara Luiza Miguel Gabbi.
Conselheiros suplentes: Allan Dyego Pimentel Amâncio, Deivis Luiz Klein dos Santos, Alexandre Pienis, Paulo César Rodrigues, Paulo César Marco Júnior, André Felipe Schwartzhaupt, Erli Terezinha dos Santos, Maria da Glória Adão Ávila, Magali Renata da Silva, Clarisete Dutra, Claudia Perrone e Frederico Costa de Boni.
CONFIRA A VOTAÇÃO NA SUBSEÇÃO DE NOVO HAMBURGO

SECCIONAL
Para a Seccional da OAB/RS, a vencedora foi a chapa OAB Mais, liderada por Leonardo Lamachia. Ele era o condidato da situação e vai suceder o atual presidente, Ricardo Breier.

TRAJETÓRIA
Carlos Eduardo Braun é formado em Ciências Jurídicas e Sociais. É especialista em Direito Civil e em Direito Processual Civil, com atuação no Direito Empresarial e Direito Imobiliário.
A pedido do Portal Martin Behrend, Braun respondeu três questionamentos.
Quais compromissos foram alcançados na primeira gestão?
Nossa gestão foi marcada pela inclusão e pela governança. Implementamos 26 comissões especiais das mais diversas áreas do Direito, presididas por colegas da subseção, com realização de reuniões mensais com datas e temas pré-definidos, grupos de mensagens e interação entre as comissões. Realizamos mais de uma centena de eventos e encontros na sede, posteriormente virtuais, em razão da pandemia. Fizemos parte, na minha pessoa, do comitê COVID-19, conduzido pela seccional, para debates sobre necessidades e soluções para a advocacia e a comunidade, buscando soluções para a retomada do serviço do Judiciário. Mantivemos ampla comunicação com os Foros locais, termos de cooperação e busca de soluções conjuntas durante a pandemia, como a possibilidade de digitalização dos processos pelos próprios advogados, utilização de drive-thru, campanhas de conscientização e canais diretos de contato entre os poderes, ampliando a relação institucional. Alcançamos também mais de 15 conselhos municipais, incluindo a presença de advogados em sua composição, de forma a zelar pela aplicação do ordenamento jurídico e da legalidade dos procedimentos, incluindo a Ordem e os profissionais do Direito em relevantes temas que são caros a nossa comunidade.
Quais compromissos foram afetados pela pandemia e ficarão para a segunda gestão?
A continuidade das reuniões e eventos presenciais restaram severamente prejudicados, assim como o desempenho da profissão pelos colegas. Nesta gestão, além da capacitação profissional e da participação da OAB nas temáticas relevantes à comunidade, teremos foco na adequação da sede da OAB/NH para ser utilizada pelos colegas como local de trabalho e atendimento, com estrutura moderna e abrangente, assim como lutaremos para a retomada plena de funcionamento dos serviços públicos e foros, sempre atentos a segurança de todos os envolvidos. Nossa luta e principal busca será reerguer a advocacia, que vem enfrentando crise sem precedentes em sua história, com todas as limitações de desenvolvimento do exercício profissional, impostas em razão da pandemia.
Qual sua visão sobre o papel da OAB num período de tanta instabilidade política e ameaças à democracia?
A OAB deve, acima de tudo, se manter apartidária. Pluralidade, neutralidade e, especialmente, ter a Constituição como norte é o que garante a nossa entidade de classe a seriedade e o prestígio necessários para representar tão importante papel. A OAB/RS, há décadas, tem sido exemplo e motivo de orgulho em âmbito nacional. E nestes mesmos moldes, com orgulho, espelhamos nossa gestão em âmbito subseccional. É imprescindível entender e lembrar que a democracia e a entidade vêm antes dos posicionamentos individuais de quem a representa. Como homens e mulheres de Ordem, o desprendimento das paixões é indispensável para um trabalho justo e eficiente.
























