A crise na saúde pública do Rio Grande do Sul não se
manifesta somente em números. Nos últimos meses, alguns hospitais tiveram de
fechar as portas ou limitar atendimentos por falta de recursos. A falta de
repasses do governo do Estado é um dos principais problemas. Com intuito de
buscar soluções, representantes da Frente Gaúcha em Defesa da Saúde Pública
foram recebidos, na tarde de ontem, pelo presidente do Tribunal de Contas do
Estado (TCE/RS), Marco Peixoto, para debater a crise na saúde do Estado. No
encontro com o grupo coordenado pelo deputado estadual Tarcísio Zimmermann (PT),
Peixoto e conselheiros do TCE sinalizaram a favor de intermediar um diálogo com
a Secretaria Estadual Saúde para que sejam regularizados os repasses para os
hospitais e para garantir a continuidade dos demais serviços.
Durante a reunião, Tarcísio entregou a Peixoto documento
sobre a situação caótica da saúde no Estado. Além de ajuda no diálogo, o grupo
pediu a atenção dos membros do TCE às despesas que acabam sendo custeadas pelos
municípios. Também ressaltou o não cumprimento pelo Estado da Lei Complementar
141, que prevê a destinação de 12% do orçamento para a saúde. “Não há
disponibilidade de diálogo com os gestores dos municípios ou de hospitais por
parte do Governo Sartori. Não encontramos, assim, meios de resolver o
problema”, enfatizou o deputado.
O presidente do TCE considerou a situação dramática.
“Não sei como os gestores estão suportando, mas faremos um estudo técnico
para ver a possibilidade de um escalonamento no orçamento para que se atinja os
12%. Além disso, vamos nos reunir com o secretário João Gabbardo dos Reis para
buscar o diálogo”, afirmou Peixoto.
O encontro teve a presença dos conselheiros Iradir
Pietroski, Estilac Xavier e Pedro Henrique Figueiredo, do secretário-executivo
da Associação Gaúcha de Municípios (AGM), José Scorsatto, do presidente da
Federação dos Trabalhadores em Saúde do RS (FEESSERS), Milton Kempfer, do
presidente da Associação dos Hospitais Públicos do Estado, Juarez Verba, e do
representante da Federação das Santas Casas e dos Hospitais Filantrópicos,
Ricardo Englert.

























