Hoje completa uma semana do acidente de trânsito envolvendo o presidente
da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo, Felipe Kuhn Braun (PDT). Por
centímetros, ele não morreu. O parlamentar segue sua recuperação no Hospital
Municipal de Novo Hamburgo.
Enquanto Felipe luta para sobreviver, tem gente se
aproveitando politicamente para se promover. Aliás, colega de partido.
Com a ausência de Braun, foi chamado o primeiro suplente do
partido para ocupar sua vaga no Legislativo: Rafael Lucas, filho do ex-vereador
Antonio Lucas. Só que essa chegada do suplente está cercada de episódios
desagradáveis e turbulentos. Já teve até registro de Boletim de Ocorrência por
parte de Rafael Lucas, a partir de uma publicação no Facebook de que teria
festejado, ainda no dia do acidente, a sua convocação para o lugar de Felipe
Kuhn Braun. Lucas repudia e nega qualquer comemoração.
Outros episódios de bastidores na Câmara também estão sendo
apurados, todos envolvendo um suposto aproveitamento do primeiro suplente desta
vaga criada a partir do acidente do presidente da Câmara. Uma postagem de
Rafael Lucas no seu Facebook atesta o comportamento do suplente:
“Gostaria de agradecer a
Secretaria de Obras por atender uma das reivindicações que fiz na tribuna
durante a sessão desta quarta-feira, 25 de abril, onde solicitei operação
tapa-buracos para diversos pontos dos bairros São José e Vila Diehl. #SuaConfiançaMinhaMotivação”
Só que essa manifestação acabou sendo desmascarada por um
integrante do governo Fátima Daudt (PSDB), Jair Machado, que atua como Coordenador de
Políticas Públicas de Juventude – deixamos a grafia original da publicação de
Machado:
“Isse serviço aí já
estava programado à mais de duas semanas p a zona norte, parabéns à administração,
prefeita Fátima Daudt fazendo um serviço de qualidade!”
Alguém do PDT, se é que
o partido tem comando ou está preocupado com a imagem da sigla, precisa
encostar em Rafael Lucas e explicar que não é hora de se promover politicamente. A
sensação é de estar torcendo pela demora na recuperação de Felipe, pois assim
poderá aparecer mais. É isso que se espera de uma jovem liderança?
Rafa Lucas foi o 10º
vereador mais votado em 2016. Fez 2.596 votos. Só que pela questão matemática das legendas e coligações, ficou como primeiro suplente do PDT – Vilmar Heming
fez 3.482 votos e Felipe Kuhn Braun, 2.653. Ele tem legitimidade para assumir
como primeiro suplente, mas para que esse tom, ainda mais com um colega
tentando sobreviver?
Nunca é demais relembrar: em agosto do ano passado, Antônio
Lucas foi destituído da presidência do PDT em Novo Hamburgo após um lamentável
episódio de agressões envolvendo também seu filho. O Portal Martin Behrend
registrou: “UFC no PDT: tumulto e agressões envolvem ex-prefeito, dois
vereadores e suplente de vereador”. A matéria está no link http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i…
Também é oportuno recordar que Antônio Lucas e Rafael Lucas
já se envolveram em episódios de agressão com o hoje vereador Gabriel
Chassot (Rede), que foi assessor de Lucas por mais de dez anos. Numa matéria do
Portal Martin Behrend, Chassot disse que “Tenho medo de ser assassinado” – está
no link http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i…
Rafael Lucas quer seguir carreira política. É do seu direito e
da sua vontade. Aliás, fez votação para ser vereador. Agora, seria importante
receber alguns conselhos importantes, pois a herança política deixada por seu
pai nos bairros onde milita – Kephas, Vila Diehl e São José – não é das
melhores.
Essa região da cidade registra vários casos de violência,
invasão de terras, ruas com problemas, falta de infraestrutura nas escolas,
entre outras questões problemáticas. Se o trabalho de Antônio Lucas pelos
bairros for a referência de Rafael Lucas, os moradores dessas localidades podem
se preparar para mais anos de angústia. Lembrando: Antonio Lucas encerrou seu mandato estando inelegível por condenação na Justiça.
