Em seu primeiro mandato como vereador de Novo Hamburgo, Juliano Souto (PL) vem escrevendo seu nome na história da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo. Só que não são por ações de aproximação da comunidade ou para tornar o Legislativo mais democrático aos hamburguenses.
Atual presidente da Câmara, Souto vem trabalhando para afastar e dificultar a presença da população de Novo Hamburgo no Parlamento local.
As medidas mais recentes envolvem as reformas no Plenário da Câmara. Enquanto alguns postos de saúde, escolas e o Hospital Municipal estão com estruturas sucateadas ou caindo aos pedaços, o rico Legislativo hamburguense decidiu fazer uma reforma sem qualquer necessidade emergencial.
Nestas reformas, pagas com o dinheiro dos impostos dos hamburguenses, vieram duas medidas que buscam visivelmente afastar e intimidar a população:
- Foi colocada uma grande estrutura de acrílico criando uma barreira entre a plateia e onde estão posicionados os vereadores. Se antes a população e os vereadores podiam dialogar no murinho que ali existia, agora colocaram um acrílico com a intenção de deixar os vereadores intocáveis.
- Foram criadas regras que restringem que a população acesse o plenário com uma série de objetos, incluido cartazes ou faixas de médio e grande porte, além de outras restrições. O presidente quer tentar silenciar e não quer se incomodar com mensagens de protestos que são levadas pela comunidade.
A foto abaixo, da jornalista Daniele Souza, da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo, ilustra o que a população está tendo de fazer para se manifestar:

Conforme relatou Juliano Souto em seu discurso na primeira sessão do ano, a obra teve início poucos dias após a posse da nova Mesa Diretora. “Não houve tempo para discursos longos ou promessas vagas. Houve decisão, planejamento e ação”, afirmou. Segundo o presidente, a Câmara “é a Casa do Povo” e todas as decisões relacionadas à estrutura física do Legislativo têm como finalidade garantir melhores condições de uso para a comunidade, servidores e parlamentares.
EM 2025
Mas estas medidas não são as únicas praticadas pelo parlamentar bolsonarista. Em 2025, Juliano Souto foi entusiasta da proposta para mudança de horário da sessão de segunda-feira na Câmara de Vereadores. Nas segundas, a sessão ocorria a partir das 18 horas. Com isso, as pessoas que trabalhavam podiam, após o serviço, ir até o Legislativo prestigiar a sessão e os debates sobre a cidade.
Então, Souto articulou para tirar a sessão das 18 horas e trazer para as 14 horas. Quem consegue acompanhar o trabalho dos vereadores, nas segundas e quartas, às 14 horas? Basicamente, aposentados ou desempregados. Quem é trabalhador ou empresário não pode faltar ao seu compromisso. Por maioria dos votos, tiraram a sessão das 18 horas.
Para completar esse circuito de medidas para afastar e enfraquecer a participação popular, vale lembrar que, no ano passado, Juliano Souto deu voz de prisão a um hamburguense que teria provocado ou criticado o parlamentar. Houve uma grande discussão e acusações envolvendo outros vereadores.
Ah, em 2025, Juliano Souto ainda tentou aprovar um projeto que criava o Dia do Patriota – que seria comemorado na mesma data do aniversário do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Após uma péssima repercussão de sua ideia, ele retirou o projeto de pauta.
Com Novo Hamburgo tendo tantas prioridades e problemas a resolver, o atual presidente da Câmara segue trabalhando para tentar afastar as pessoas do acompanhamento presencial das atividades dos seus representantes. Tudo isso, cabe reforçar, financiado com o dinheiro do suor dos impostos dos próprios hamburguenses.
Em tempo: Juliano Souto foi eleito se apresentando como número 1 de Bolsonaro em Novo Hamburgo e obteve 3.677 votos, sendo o segundo colocado entre os 14 eleitos de outubro de 2024.

























