Ex-prefeito. Ex-deputado federal. Ex-deputado estadual. Ex-candidato a prefeito. Ex-candidato a vereador. Ex-presidente do Conselho Deliberativo da Comusa. Ex-diretor do Hospital Municipal. E, agora, ex-MDB.
Paulo Ritzel, com vasta ficha de serviços prestados como agente público e político, foi expulso do partido que por tantos anos defendeu.
O diretório hamburguense do MDB decidiu, nesta quinta-feira (5), por unanimidade, pela expulsão do ex-prefeito de Novo Hamburgo, acatando relatório final do Conselho de Ética que, também por unanimidade, recomendou a expulsão do filiado, após analisar irregularidades cometidas por Ritzel.
Entre elas, o fato do ex-prefeito ter contrariado decisão do diretório e concorrido a deputado estadual na eleição de outubro de 2018. Além disso, outras situações envolvendo Ritzel, que dentro do partido votou por determinado posicionamento, mas na prática passou a atuar no sentido contrário, também contribuíram para o processo de desgaste.
“É um dia muito triste, não fico
feliz com a atitude, mas nenhum de nós, independente de ter sido
vereador ou prefeito, vai ter tratamento diferenciado aqui no partido”,
destacou o presidente da sigla no Município, Márcio Lüders. “Essa é uma
nova forma de fazer política para não passar uma má impressão para a
sociedade, mostrando que não vamos mais tolerar esse velhos hábitos”, acrescentou, informando que também houve outras questões que contaram nessa decisão.
Dos quatro vereadores do MDB na Câmara Municipal, dois estiveram presentes na votação desta quinta-feira: Sergio Hanich e Gerson Peteffi. Inspetor Luz e Raul Cassel, por questões de saúde, não puderam comparecer à sede do partido.
PAULO RITZEL
A reportagem conversou, nesta sexta-feira, com Paulo Ritzel. Ele estava em atendimento no seu consultório odontológico e disse ter ficado sabendo pela imprensa da sua expulsão. “Não tenho muito o que falar. Sabia que tinha algo, passei para o meu advogado. Não tenho muito o que falar”, salientou.
Questionado se poderá se filiar a outro partido, o ex-prefeito disse que vai procurar mais informações, pois afirma integrar o Diretório Estadual. “No passado, isso ocorreu com o Atalíbio Foscarini (candidatura indicada pelo Diretório Estadual). Foi a mesma situação. Mas é isso: sem muito o que falar no momento”, reforçou.
O presidente do MDB de Novo Hamburgo reforça que não existe nada pessoal com o ex-prefeito ou inimizade. “A história dele dentro do partido não se apaga. Sua contribuição está aí. Só que precisamos dar bons exemplos aos nossos filiados. A sociedade pede novas posturas na política. E foram realizados todos os processos dentro com transparência”, finaliza Lüders.

























