A Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo está esbanjando recursos do contribuinte hamburguense. É a farra com o dinheiro público!
Aparentemente, para a maioria dos parlamentares, a cidade não tem problemas graves na saúde, educação, transporte, saneamento, cultura, habitação, segurança pública. Com isso, o Poder Legislativo de Novo Hamburgo está fazendo a festa.
Após uma reforma milionária – e sem necessidades urgentes – liderada pelo novo presidente da Câmara, Juliano Souto (PL), a novidade é a aprovação de um projeto de lei que vai conceder auxílio-alimentação para os vereadores hamburguenses.
Na sessão desta quarta-feira (5), com os votos contrários de Daia Hanich (MDB) e Professora Luciana Martins (PT), foi aprovada a concessão mensal do auxílio de R$ 1.020,77 aos vereadores.
Até então, os parlamentares não eram contemplados com nenhum valor. Conforme o PL nº 4/2026, a contribuição só será paga durante o efetivo exercício do mandato, sendo suspensa em casos de licença ou afastamento.
Para os membros da Mesa Diretora – o presidente Juliano Souto (PL), o vice Felipe Kuhn Braun (PSDB), e os secretários Deza Guerreiro (PP) e Ico Heming (Podemos) -, a proposta representa um avanço no suporte aos vereadores. “O projeto de lei assegura condições adequadas para o desempenho de suas atribuições, sempre em conformidade com os princípios da eficiência, economicidade e legalidade”, assina.
O PL retorna à pauta na próxima segunda-feira, quando será novamente apreciado pelos parlamentares. Se aprovado, serão mais de R$ 14 mil mensais para engordar os ganhos dos vereadores.
Como fica claro, está sobrando dinheiro e Novo Hamburgo não tem problemas mais graves. Agora, os vereadores sabem exatamente porque agem isso: boa parte da população aceita e não faz pressão. Então, eles tocam em frente.
Como foi a votação do PL nº 4/2026*:
– Votaram a favor (11): Cristiano Coller (PP), Deza Guerreiro (PP), Eliton Ávila (Podemos), Enio Brizola (PT), Felipe Kuhn Braun (PSDB), Giovani Caju (PP), Ico Heming (Podemos), Ito Luciano (Podemos), Joelson de Araújo (Republicanos), Nor Boeno (MDB) e Ricardo Ritter – Ica (MDB)
– Votaram contra (2): Daia Hanich (MDB) e Professora Luciana Martins (PT)
* O presidente Juliano Souto (PL) votaria apenas em caso de empate.
REAJUSTE PARA OS SERVIDORES
Além de aprovar a criação de mais esse custo mensal, a Câmara de Novo Hamburgo também aprovou nesta quarta-feira, em primeira votação, projeto de lei apresentado pela Mesa Diretora que revisa o auxílio-alimentação pago aos servidores do Legislativo.
Conforme a proposta, o valor passará dos atuais R$ 823,20 para R$ 1.020,77. Retroativo a janeiro, o reajuste é defendido como forma de recompor perdas observadas devido aos aumentos registrados recentemente no preço de alimentos e refeições. O auxílio não sofria revisões desde abril de 2024.
Aprovado com o voto contrário da vereadora Professora Luciana Martins (PT), o Projeto de Lei nº 3/2026 também determina que, a partir de 2027, a revisão do auxílio-alimentação seja procedida anualmente mediante ato da presidência da Câmara, repondo ao menos a variação inflacionária apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Luciana explicou que seu posicionamento não está atrelado ao mérito da proposta, mas à sua discussão em regime de urgência. A matéria ainda retorna à pauta na próxima segunda, em votação final. Mantida a decisão favorável, o projeto será encaminhado para avaliação do prefeito Gustavo Finck.
Como foi a votação do PL nº 3/2026*:
– Votaram a favor (12): Cristiano Coller (PP), Daia Hanich (MDB), Deza Guerreiro (PP), Eliton Ávila (Podemos), Enio Brizola (PT), Felipe Kuhn Braun (PSDB), Giovani Caju (PP), Ico Heming (Podemos), Ito Luciano (Podemos), Joelson de Araújo (Republicanos), Nor Boeno (MDB) e Ricardo Ritter – Ica (MDB)
– Votou contra (1): Professora Luciana Martins (PT)

























