A base de apoio político do prefeito de Novo Hamburgo, Gustavo Finck (PP), vai ficando cada vez mais fragilizada. Isto não é novidade. Basta dizer que dois vereadores do próprio PP votaram para abrir a CPI do salário da secretária municipal da Fazenda, Michele Vargas Antonello.
O que vem ocorrendo com mais frequência são sinais e confirmações deste derretimento político. Se no início do mandato o governo Finck tinha na Câmara de Vereadores, na maioria das votações, 12 votos a favor e 2 contrários, na votação da CPI, por exemplo, o placar foi 8 a 6 contra os interesses do chefe do Executivo. Uma reviravolta.
Na semana passada, mais um antigo apoiador escancarou essa mudança de postura. Na semana passada, em publicação numa rede social enviada por leitor ao Portal Martin Behrend, o hamburguense Roger Aguirre não usou meias palavras.
“Deixando claro: tirado Juliano Souto (atual presidente da Câmara de Vereadores), todos ou 90% dos candidatos a vereador do PL em 2024 não são base deste governo municipal. Nós fomos obrigados a fazer campanha para este moleque mimado. E Juliano só está com o governo porque o Luciano (Zucco) mandou. A direita não está com esse moleque”.
Vale lembrar: o vice-prefeito Gerson Haas é do PL, o presidente da Câmara de Vereadores, Juliano Souto, também é do PL, e o deputado federal Luciano Zucco (PL) é pré-candidato a governador do Rio Grande do Sul.
A declaração do ex-candidato a vereador chama a atenção por algumas razões. Quando Finck foi eleito, Aguirre fez publicações mostrando alinhamento – veja prints abaixo. Em outubro de 2024, Aguirre foi candidato a vereador em Novo Hamburgo pelo PL e fez 327 votos – foi o 74º mais votado. Ele é uma liderança municipal do PL e ajudou a legenda a ter boa votação no último pleito.
ATÉ AS ELEIÇÕES
Essa declaração de Aguirre está alinhada com informações repassadas anteriormente pelo Portal Martin Behrend. Em 29 de maio deste ano, uma reportagem destacou: “Finck e Caju cada vez mais de joelhos para Ito Luciano: exonerações em Lomba Grande e PL a caminho de romper”.
Na matéria, consta que “O PL, partido da família Bolsonaro, vai desembarcar até o final do ano do governo Finck. A indignação e a decepção de integrantes é grande com práticas da velha política, exonerando e queimando nomes da sigla.
O PL tem hoje o vice-prefeito, Gerson Haas, e o presidente da Câmara de Vereadores, Juliano Souto. Publicamente bolsonaristas, eles não confirmam esse desembarque. Mas apuração do Portal sinaliza que eles vão manter um ‘teatro de unidade política’ até outubro em razão das eleições, já que PL e PP estão fortemente unidos no Estado, mas depois de outubro deverá ocorrer um movimento de ruptura.”
A matéria completa pode ser conferida aqui: https://martinbehrend.com.br/politica/finck-e-caju-cada-vez-mais-de-joelhos-para-ito-luciano-exoneracoes-em-lomba-grande-e-pl-a-caminho-de-romper .
Confira abaixo postagens de Roger Aguirre alinhado com Gustavo Finck. As publicações estão no perfil público e aberto do ex-candidato a vereador.

BASE FRAGILIZADA
Com sua base fragilizada, Gustavo Finck fica cada vez mais dependente do pior da velha política na Câmara. Nomes e sobrenomes que são conhecidos por trocar votos por cargos. Entre três representantes ilustres, Ito Luciano (Podemos), Ricardo Ica Ritter (MDB) e Ico Heming (Podemos).
São nomes e sobrenomes que sempre colocaram interesses pessoais acima dos interesses da cidade. Mas, vale lembrar, sempre eleitos ou reeleitos pela comunidade de Novo Hamburgo.
Além disso, soma-se um líder de governo na Câmara, Giovani Caju Pereira (PP), que em menos de um ano no seu primeiro mandato envelheceu na política aceitando participar desse jogo.

























