Alguém imagina Lula fazendo campanha como Inácio? Ou Sartori
sendo chamado de Ivo? Quem sabe Aécio divulgando apenas “Vote Neves”? Pense em
Tarso utilizando apenas Genro? Ou Collor pedindo pra votar no Fernando? E o
Serra sugerindo José para senador? Ah, e quem sabe Leonel ao invés de Brizola?
Pois o marqueteiro da campanha do prefeito de Novo Hamburgo tomou essa decisão:
escondeu o sobrenome de Luis Lauermann (PT). No material de campanha, o
destaque é para LUIS. O sobrenome vem em segundo plano, bem discreto e nada
chamativo.
Essa estratégia tem uma leitura óbvia e natural: o governo
de Lauermann está sendo ruim e o marqueteiro precisa descolar a imagem do candidato
à reeleição da atual administração. Nessa hora, tudo conta. Como o sobrenome
Lauermann vem atrelado a muitas críticas, o negócio é focar em Luis. Essa
escolha é um prato cheio para os opositores, afinal, qual o motivo de esconder
um nome se ele estivesse relacionado a coisas boas e positivas?
O marqueteiro da campanha de Lauermann também tomou outras
decisões para desvincular ao máximo a candidatura da imagem chamuscada do
Partido dos Trabalhadores (PT). O vermelho, cor tradicional da sigla, foi
substituído por verde e laranja. A estrela desapareceu – será que virou estrela
cadente? E cadê a sigla do PT? Sumiu numa fonte quase imperceptível. A ordem é
trabalhar Luis e número 13 – e esconder ao máximo Lauermann e PT.
Ainda na onda da estratégia, o candidato Lauermann – é assim
que a maioria da população cita o prefeito – tem usado o slogan “Falar é fácil,
difícil é fazer”. Com isso, ele quer mostrar a realização de obras em escolas e
postos de saúde e provar que não ficaram nas promessas. Até aí, tudo bem. Só
que outras dezenas de obras e melhorias foram prometidas e jamais realizadas.
Se a oposição estiver ligada, vai se utilizar desse slogan para mostrar que,
realmente, “Falar é fácil, difícil é fazer” e apontar tantos anúncios jamais e
promessas concretizados.

























