Cinco clubes realizando bailes, Corso Oficial com sete blocos e cordões desfilando pelas ruas centrais do município, Concurso Infantil de Fantasias, eleição para Rainha do Carnaval, Bloco Humorístico General da Banda… Esses foram alguns dos atrativos do calendário carnavalesco de Novo Hamburgo há 60 anos. Na edição de 10 de fevereiro de 1956, o jornal O 5 de Abril – o primeiro do município – traz detalhes da programação, com reportagens e anúncios dos eventos previstos. A seguir reproduzo alguns detalhes:
Bailes em clubes – Cinco clubes anunciavam a realização de bailes: Sociedade de Canto União Fraternal, Sociedade Atiradores Novo Hamburgo, Grêmio da Mocidade Bailante, Sociedade Ginástica de Hamburgo Velho e Sociedade Ginástica Novo Hamburgo. Entre os detalhes dos bailes, algumas situações e curiosidades: “Nos referidos bailes será obrigatório o uso de carapuças”; “Os blocos carnavalescos estranhos à Sociedade deverão vir credenciados pelo clube que representarem”; “Pedimos aos nossos dignos Associados virem munidos com as respectivas Carteiras Sociais, ou com duas fotos 3×4 para confecção da mesma”.
Concurso Infantil de Fantasias – “Domingo pela manhã, no palco do Cine Carlos Gomes, durante o programa Caravana da Alegria e durante o qual haverá um grande programa carnavalesco, realizar-se-a o tradicional concurso infantil de fantasias. Vistosos prêmios será distribuídos a criançada que obtiver os primeiros premios”
Corso Oficial do Carnaval – O trajeto do Corso Oficial foi o seguinte (lembrando que o sentido era invertido): saída da Praça 20 de Setembro, seguindo pela Rua Júlio de Castilhos, entrando pela Avenida Pedro Adams Filho até a Rua Gomes Portinho, subindo até a Bento Gonçalves. Então, o corso seguiu até a Rua Joaquim Nabuco, foi até a Pedro Adams e chegaria, novamente, até a Gomes Portinho, onde estaria a Comissão Organizadora e Julgadora do Carnaval.
Blocos e Cordões participantes do Corso de Carnaval – Cordão Rapazes do Luar, Os Marujos, Os Gladiadores, Os Belzebutes, Tudo Azul, Os Leões e Mensageiros do Momo.
Rainha do Carnaval de 1956 – As candidatas foram: Zilda Selegar (Tudo Azul), Lori Lenhart (Rapazes do Luar), Carmen Alves (Os Gladiadores) e Gladis Olvculer (Mensageiros do Momo). Quem passou a faixa era a então rainha Celi Kirsch (Os Belzebutes).
Bloco General da Banda – Campeão por vários anos, o bloco humorístico General da Banda confirmou sua participação no Carnaval de 1956 somente dias antes dos festejos começarem. Era conhecido como o “mais querido e popular bloco da região”. O ponto de concentração do grupo foi na AutoTécnica Grin (Queixinho).
Ajuda de custo da Prefeitura – O prefeito Carlos Armando Koch contemplou os blocos e cordões com ajuda de custo de 2 mil cruzeiros. A título de comparação, esse era o salário recebido por um professor municipal. Koch ainda investiu no reforço da iluminação da Avenida Pedro Adams Filho a fim de trazer mais brilho ao desfile.

























