Se depender da Prefeitura de Novo Hamburgo, o barro e o mato seguirão fazendo parte do cenário das avenidas Nações Unidas e 1º de Março, sob os trilhos da Trensurb. Se de um lado do trecho sob os trilhos do trem está a ciclovia – e toda má vontade do Executivo em priorizar a circulação de bicicletas como alternativa ao trânsito de veículos –, do outro lado o quadro é ainda pior. Sem qualquer intervenção paisagística, o corredor intercalado pelos pilares que sustentam os trilhos do trem se transformou em zona abandonada, servindo como depósito de lixo em vários locais.
Procurado por moradores que residem no entorno da Ciclovia Victor Nicolau Körbes, o vereador Cristiano Coller (PDT) encaminhou uma indicação à Prefeitura: “Sugere ao Executivo estudo para construção de uma pista para caminhadas no lado oposto da ciclovia”. Na sua argumentação, Coller destaca o crescimento de pessoas que praticam caminhadas e corridas no município, e lembrou que a ciclovia tem gerado discussões pelos conflitos de ocupação por parte dos pedestres – que tomaram conta do espaço de forma indevida.
A Prefeitura de Novo Hamburgo, então, respondeu à indicação feita pelo vereador. No documento assinado pelo prefeito Luis Lauermann (PT) consta: “… segundo a Secretaria Municipal de Segurança e Mobilidade Urbana (Semur), que em vistoria, que os pilares de concreto de sustentação da linha do trem estão no lado oposto à pista compartilhada entre a dos pedestres e ciclistas, não há espaço físico para construção de outra pista”. A resposta ainda usou o termo “pista compartilhada”, pois há alguns meses a Prefeitura inventou que a ciclovia deveria ser dividida, o que não se aplica mais por solicitação do Ministério Público, que reafirmou o espaço ser uma ciclovia. Inclusive, a Prefeitura foi obrigada a retirar placas irregulares, conforme registrei no blog: http://www.martinbehrend.com.br/home/noticia.php?id=831.
Estive caminhando sob os trilhos do trem. Passei por vários trechos nas avenidas Nações Unidas e 1º de Março. Garanto: tem espaço de sobra para se criar uma pista com boa largura – sendo ajustado o tamanho quando passar ao lado dos pilares. Tem área suficiente e, caso seja necessário, poderia se colocar dois ou três metros de grades em cada passagem junto aos pilares. Uma simples pista de asfalto, algumas dezenas de metros de grade, leiva de grama e britas. Estaria resolvido o problema: ciclovia de um lado; pista para caminhadas do outro. Ah, é
uma intervenção bem barata. Será que é por isso que não sai a pista de caminhadas? Pode ser um dos motivos, pois a justificativa da Sesmur não tem fundamento: há espaço físico, sim.
Confira a seguir o video realizado
no local.

























