Suplente de vereador de NH participa da ocupação violenta do Congresso Nacional

O dia 8 de janeiro de 2023 entra para a história do Brasil. De uma forma revoltante.

Um grave ataque à democracia brasileira.

Milhares de bolsonaristas, extremistas e eleitores indignados com o resultado da eleição presidencial tomaram conta das dependências internas e externas das sedes dos Três Poderes em Brasília (DF).

Os invasores tomaram conta de setores do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF).

As sedes onde trabalham os chefes do Executivo, Legislativo e Judiciário foram depredadas, saqueadas e roubadas. Na reportagem do Portal Martin Behrend, é possível verificar uma parte dos estragos: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/… .

Muitos dos extremistas estavam carregando bandeiras do Brasil e roupas em verde e amarelo.

É um prejuízo milionário que será pago pelos brasileiros. Vidraças foram quebradas, cadeiras destruídas, materiais de trabalho foram arrancados, objetos foram vandalizados, obras de arte foram detonadas, equipamentos eletrônicos estão com perda total.

Jornalistas, policiais e até cavalos da Polícia Militar foram agredidos e machucados pelos manifestantes. Há relatos de saques de materiais de trabalho de profissionais da imprensa.

Até as 21 horas deste domingo, centenas de vândalos, extremistas e invasores foram presos pela polícia.

SUPLENTE DE VEREADOR

Entre as pessoas que ocuparam a Praça dos Três Poderes está o suplente de vereador de Novo Hamburgo Giovani Caju Pereira. O comerciante hamburguense é filiado ao PP. Nesta legislatura, ele chegou a atuar como parlamentar titular na Câmara de Vereadores.

Curiosamente, ele atuou no Poder Legislativo de Novo Hamburgo e, hoje, estava junto do grupo que invadiu, destruiu e saqueou o Poder Legislativo do Brasil.

Caju esteve ao lado de outros gaúchos, que foram marcar posicionamento. “Não participei de ato criminoso. Não quebrei nada, não depredei nada. Muito pelo contrário, até ajudei a a segurar gente infiltrada que estava quebrando coisas. Ajudamos senhoras de idade e cadeirantes”, relata. “Sim, teve depredação, teve atos de vandalismo, mas tinha muita gente infiltrada. Teve gente presa com coquetel Molotov. Agora, teve gente que fez m..”

O hamburguense afirma que foi até a capital federal como cidadão brasileiro, e não como suplente de vereador. “Se isso der algum problema, eu assumo as consequências. Se o pessoal acha que eu estou manchando a imagem da Câmara de Vereadores, se isso vai ter um processo disciplinar, que seja”, avalia. Em rede social., tem foto de Caju abraçado a conhecidos na rampa do Congresso Nacional.

A reportagem do Portal Martin Behrend vem recebendo denúncias de empresários locais que teriam ajudado a financiar as invasões, que vão representar milhões de reais aos cofres públicos. As denúncias estão sendo apuradas.

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