Duas semanas após ter seu colchão e roupas queimadas por um
comerciante, seu Luis segue com sua rotina no bairro histórico de Novo Hamburgo.
O morador de rua, que se abriga sob a marquise do antigo Olé Maracanã, na esquina da Avenida Maurício
Cardoso com a Rua General Daltro Filho, continua circulando pela região, ocupa ao
longo do dia um banco na Praça Guilherme Ludwig – em frente à Igreja Três Reis
Magos – para tomar um solzinho ou encontrar conhecidos, recebe refeições de
vizinhos e procura manter seus hábitos sem prejudicar ninguém.
Só teve um detalhe que seu Luis alterou nos seus singelos procedimentos:
a cada novo amanhecer, ele retira seus pertences e acomoda próximo da igreja. “Não
deixo mais ali para não tocarem fogo de novo”, justifica. Quando anoitece, ele
retorna com a coberta, roupas e outros objetos para o ponto em que dorme. É uma precaução que ele passou a adotar desde o dia 24 de maio – confira a reportagem sobre o fogo em seus pertences no link: http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i…
Na tarde desta segunda-feira, a reportagem do Portal Martin
Behrend foi conversar com seu Luis na Praça Guilherme Ludwig. Ele diz saber
quem foi o autor do gesto que provocou revolta e solidariedade na comunidade
hamburguense. Tanto que dezenas de peças foram deixadas na praça para que ele
pudesse utilizar. Mas o morador de rua diz que não pretende usar, pois não
pertencem a ele. “Pessoal deixou aqui, mas não sei de quem são. Melhor não
tocar, ainda posso me complicar”, argumenta.
A seguir, parte do diálogo que tive com seu Luis na tarde desta segunda-feira:
























