Em junho deste ano, o blog Martin Behrend abriu manchete: “Após ter a primeira UPA no Estado, Novo Hamburgo tem a primeira escola pública de skate” – http://www.martinbehrend.com.br/home/noticia.php?id=742. Pois estamos em setembro e, menos de quatro meses depois da inauguração, a escola está encerrando as atividades. O motivo é a solicitação do pavilhão onde estão as pistas pelo proprietário do imóvel. No local – Rua Arthur Momberger, 1072 – funciona o Território da Paz/Kephas, na Vila Diehl, que deverá seguir com atividades na parte da frente. Contudo, a parte principal do pavilhão terá outra destinação e, com isso, as aulas serão encerradas. Ao menos, neste endereço.
Estive visitando ontem a Escola Pública de Skate. As rampas utilizadas pelos alunos estão tomadas pelo pó e sujeira. O proprietário do imóvel está ampliando a estrutura, que deverá servir como um centro de distribuição de produtos. “Infelizmente, o projeto teve curta duração. No começo, houve um entusiasmo muito grande, com 30 a 40 jovens do bairro participando da escola. Mas foi perdendo força e hoje deveremos ter a formalização do encerramento”, explica um dos entusiasmados coordenadores das atividades, o skatista Gustavo dal Médico. A iniciativa fez parte do projeto da Prefeitura de Novo Hamburgo, organizado em parceira com a Coordenadoria de Políticas Públicas para a Juventude (CPJuventude) e a Unidade de Gestão de Programas de Prevenção à Violência (UGPPV), e atendeu inicialmente hamburguenses do projeto Proteção de Jovens em Território Vulnerável, o Protejo.
Há mais de 28 anos envolvido com o skate, dal Médico é o criador das rampas da escola. “Num primeiro momento, o proprietário do pavilhão deverá oferecer um espaço para deixarmos as rampas neste anexo que está sendo construído. Mas não tem como seguir com as aulas. Vou deixar até dezembro e depois decidirei se vou levar para um depósito ou se vamos para outro espaço da cidade”, explica. O skatista lamenta a falta de apoio na sequência do projeto. “No começo, o assunto 'bombou' na imprensa. Mas, depois de um mês, foi perdendo força. Tinha interesse em trazer parceiros e marcas para participar do projeto, mas com as condições ruins do espaço não levamos adiante essa possibilidade”, explica. Dal Médico conta que está à disposição da Prefeitura para tentar levar as rampas para outro espaço e sugere uma escola mais central no município a fim de beneficiar mais jovens.
Durante minha visita na tarde de ontem no Território da Paz/Kephas, encontrei o diretor de Gestão de Programas de Prevenção à Violência da Prefeitura de Novo Hamburgo, Mauro José da Silva. Ele confirmou o encerramento do ciclo de aulas da escola e frisou que o objetivo é que as pistas possam ser reposicionadas no anexo ao pavilhão para que a juventude do bairro continue usufruindo da estrutura. “O bairro tem poucas opções de lazer e a escola de skate vinha sendo uma alternativa. Vamos ver se conseguimos manter a gurizada usando as pistas”, frisou.
Mauro José da Silva destacou que o objetivo é manter no espaço do pavilhão as atividades do Território da Paz/Kephas e Mulheres da Paz, além do Telecentro e de atividades complementares, como cursos. “Estamos programando uma atividade para atacado
e varejo, exatamente para que os moradores possam se qualificar e vir a atuar neste centro de distribuição que deverá se instalar na área”, detalha. Já sobre o futuro da Escola Pública de Skate, Silva não faz previsão. Ele
diz que será preciso
avaliar o nova espaço
para saber se as pistas ficarão no local ou se a Prefeitura irá sugerir a instalação em outro local do município.

























