O lançamento foi muito badalado. Entrevistas, reportagens, ampla divulgação, muita expectativa e investidores entusiasmados.
Em 23 de janeiro de 2018, durante o evento “Criptomoedas e blockchain”, em Porto Alegre, a empresa WBio, até então incubada no Feevale Techpark, em Campo Bom, fez o lançamento da primeira ICO (Initial Coin Offer)* do Brasil. Foi considerada a primeira criptomoeda empresarial do Brasil.
Lucas Sperb, sócio fundador da WBio e graduado em Biomedicina pela Feevale, teve a responsabilidade em apresentar a criptomoeda e suas perspectivas. “Serão ofertadas, para pré-venda, dois milhões de moedas e, no total, 21 milhões. Esperamos que essa seja uma nova forma de as empresas buscarem recursos financeiros”, destacou.
Um ano depois, as coisas não avançaram como deveriam. A reportagem do Portal Martin Behrend foi procurada por leitores, que se sentiram lesados. Também no perfil da moeda em uma rede social estão mensagens com queixas. Confira alguns dos relatos recebidos e registrados:
“Exatamente um ano atrás a empresa WBIO, uma empresa encubada na Feevale lançava a ‘primeira criptomoeda’ do Brasil, vendendo moedas e prometendo novidades. Desde então não se teve mais atualizações ou notícias…. Eu investi 90 reais, assim como muitos outros devem ter investido diversas quantias. Já tentei contato por telefone, face, e-mail e nunca tive retorno da empresa. Mais pessoas estão reclamando da falta de retorno e atualização. Será um claro esquema de golpe?”
“Eu perdi só 90 reais, mas o começo do ano passado foi realmente o boom do bitcoin, talvez várias pessoas tenham investido. Sabe-se lá quanto arrecadaram”.
“Investi nessa empresa há mais de meio ano e até agora não tive retorno nenhum, ninguém informa nada.”
“Dar informações sobre o andamento das criptomoedas. Seria uma maneira de melhorar.”
A última publicação no perfil da WCoin numa rede social é de abril de 2018. O Portal Martin Behrend buscou esclarecimentos sobre o caso.
Com Lucas Sperb, houve contato via rede social, mas não ocorreu retorno.
A Universidade Feevale informou que a empresa não está mais incubada no Feevale Techpark.
Em relação a Wbio, houve troca de e-mails com dois contatos com endereço eletrônico vinculado a WBio – @wbio.co. Eles não quiseram se manifestar via nota oficial. Apenas confirmaram e anteciparam, via e-mail, que vão entrar em contato com os investidores para tratar da questão da devolução de valores.
O Portal Martin Behrend ainda apurou que os valores poderão ser reembolsados pelo PagSeguro e que um comunicado esclarecendo sobre os procedimentos está pronto a ser enviado aos investidores.
DIREITO DE STARTUPS
Aproveitando a divulgação desta sugestão de pauta do leitor e com
o crescente aumento de negócios baseados em novos modelos de produção,
prestação de serviços, vendas e tecnologia, a análise e a gestão dos
riscos desses ambientes que surgem se torna um
desafio fundamental para garantir uma correta leitura dos custos, da
monetização e do melhor modelo a seguir.
Assim, com o objetivo de
capacitar o aluno a identificar e a lidar com as questões jurídicas que
permeiam o ambiente de uma startup, a Universidade
Feevale realiza, de 11 a 15 de março, o curso Direito para startups: riscos no ambiente de negócio. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelo site
www.feevale.br/cursoseeventos.
O
curso, que será realizado no Câmpus II (ERS-239, 2755, Novo Hamburgo), é
voltado a profissionais, empreendedores, estudantes das áreas de
Administração, Design, Moda, Direito, Engenharia,
Tecnologia da Informação e demais interessados no ecossistema de
empreendedorismo de base tradicional ou tecnológica. A promoção é do
Instituto de Ciências Humanas e Sociais, por meio do curso de Direito.
As
aulas serão ministradas por David Medeiros Ortenzi, mestre em Direito
da Empresa e dos Negócios. Ele atua em direito digital, gestão de risco
de novas tecnologias, indústria 4.0, inovação,
propriedade intelectual e direito do futuro. Também é mentor jurídico e
de modelo de negócios no Startup Weekend Rio Grande do Sul, em
pré-aceleradoras e em
venture builders.
Programa
– Noções gerais sobre riscos e canvas no ambiente de negócio
– Ambiente de risco e instrumentos jurídicos
– Ambiente externo econômico e instrumentos jurídicos
– Ambiente externo econômico e propriedade intelectual
– Ambiente externo tecnológico, fornecedores, parceiros e prestadores de serviços
– Ambiente externo regulatório e sociocultural
Mais informações:
ou (51) 3586-8822

























