Na semana passada, após recebimento de denúncia, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e à
Vigilância Sanitária de Novo Hamburgo foram a campo apurar o funcionamento de um
estabelecimento no bairro São Jorge. A suspeita era a prática de atividades não
licenciadas.
Um detalhe: o
estabelecimento é do sogro da vereadora Patrícia Beck (PPS), que reside numa
peça no andar acima do local. Lembrando: Patrícia Beck começou como aliada do governo Fátima Daudt (PSDB), mas ainda no primeiro ano rompeu com o Executivo – em mais uma ruptura política na sua carreira.
Nesta segunda-feira (04), na
sessão da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo, a vereadora declarou estar sendo
vítima de perseguição política. “Quando escolhi fazer meu mandato de forte
fiscalização, denunciando todas as irregularidades, mas principalmente
trabalhando com a transparência daquilo que é público, eu sabia que poderia
estar comprando inimizades. Eu sabia que poderia estar a sofrer perseguições”,
declarou. “Se utilizam de um instrumento, chamado Jornal NH, que custa muito
para os cofres públicos, para divulgar mentiras”, completou.
Segundo ela, a
fiscalização foi feita no pequeno negócio do seu sogro para tentar atingir o
trabalho da parlamentar. “Só que não conseguiram. A fiscalização precisa ser
feita em todos os estabelecimentos da cidade. E foi muito bem feita pela equipe
da Vigilância Sanitária. Aliás, a Vigilância só não faz mais na cidade porque o
governo não dá perna para elas”, destacou.
No decorrer de sua manifestação
de mais de 10 minutos durante a sessão da Câmara, a parlamentar se irritou em
saber que informações da operação vazaram em grupos de WhatsApp, inclusive de
partidos políticos.
CONFIRA O VÍDEO NA
ÍNTEGRA: https://www.facebook.com/patriciatainebeck/videos/…
Em razão dessa manifestação
da vereadora, a Prefeitura de Novo Hamburgo divulgou, nesta terça-feira (06),
um esclarecimento oficial.
“Na semana passada, em razão de denúncia encaminhada através da
Ouvidoria da Prefeitura, e devidamente protocolada, fiscais ligados à
Secretaria de Desenvolvimento Econômico e à Vigilância Sanitária foram a um
estabelecimento localizado no Bairro São Jorge, por suspeita de atividades não
licenciadas.
Chegando ao local, os agentes verificaram que a empresa
funcionava em uma garagem e estava em situação ilegal, sem alvará e com graves irregularidades
nas instalações e equipamentos do estabelecimento, com riscos para consumidores
dos produtos (carne bovina) manipulados.
Diante da constatação, os fiscais
da Secretaria de Saúde notificaram o proprietário para que recebesse a autuação
na Vigilância Sanitária.
Não era de conhecimento dos
fiscais que o local do estabelecimento autuado também é a residência da
Vereadora Patrícia Beck, que, durante a autuação, inclusive, compareceu e
acompanhou a ação.
A vereadora Patrícia Beck vem
agora, em redes sociais, manifestar indignação pelo ocorrido na sua residência,
onde o estabelecimento funcionava de forma ilegal e irregular, sem cumprir os
padrões mínimos de higiene necessários, declarando que a autuação pela
Prefeitura se deu em razão de seu cargo no legislativo.
Fiscalizar as ações da Prefeitura
é uma das principais atribuições de todo e qualquer vereador. A Prefeitura sabe
disso e, sempre que solicitada, seja através da Câmara Municipal, seja por
protocolo pessoal, tem entregado todas as informações, dados e documentos
requeridos. Da mesma forma, fiscalizar também é uma das obrigações da
Prefeitura.
Por isso que, diante dessas
acusações infundadas, e porque no caso daquele estabelecimento, cujo local
também é a residência da Vereadora, há irregularidades flagrantes – sem alvará
e com instalações e equipamentos cujas condições sanitárias podem ocasionar
contaminação dos alimentos manipulados (carnes) e graves riscos para a saúde
dos consumidores.
Essas são as razões pelas quais
se fazem necessários estes esclarecimentos, comprovados, por meio do laudo
técnico devidamente lavrado, bem como pelas imagens reproduzidas neste post.
Importante acrescentar que, em
outras situações similares, tanto aqueles agentes quanto os fiscais da
Vigilância Sanitária sempre agiram e vêm agindo na defesa dos padrões mínimos
de salubridade dos produtos alimentares revendidos a outros estabelecimentos e
aos consumidores.
Não se trata, portanto, de
nenhuma represália à vereadora Patrícia Beck, mas, simplesmente, de uma
fiscalização que, em razão de denúncia, coincidentemente, ocorreu no mesmo
local em que a legisladora reside.
A lei é para todos,
principalmente para quem tem a obrigação de dar o exemplo e fiscalizar sua
aplicação.”
CONFIRA MAIS FOTOS DA FISCALIZAÇÃO

























