Presidente do Sindicato dos Professores denuncia agressão durante protesto Fora Temer

ATUALIZADA ÀS 18H40. O professor Gabriel enviou, após a publicação da reportagem, uma imagem da pancada. Ele mencionou não ter feito antes a foto e lembrou de fazer após ter sido perguntado pela reportagem. A foto está no final do texto.

Dezenas de pessoas se reuniram, ontem à noite, para um
protesto contra o atual presidente as República, Michel Temer (PMDB). A
manifestação ocorreu na Praça Punta del Este, em frente ao Bourbon Shopping, em
Novo Hamburgo. A reportagem do Portal Martin Behrend acompanhou parte da
movimentação e conferiu que, além de Temer, o governador do Estado, José Ivo
Sartori (PMDB), também foi criticado pelos presentes.

O evento contou com a presença de sindicalistas, militantes
de partidos de esquerda, servidores públicos e comunidade em geral. Com ajuda de
um carro de som, o grupo se mobilizou e protestou contra a presença de Temer no
poder. PSOL, UNE, UBES e SindprofNH foram algumas da entidades e agremiações presentes com bandeiras e faixas. Na parte final do evento, pouco depois das 20 horas, ocorreu um
incidente envolvendo o presidente do Sindicato dos Professores Municipais de Novo
Hamburgo (SindprofNH) e mais dois manifestantes.

Segundo relatos, eles foram atingidos por objetos ou pelo
efeito de alguma arminha de pressão que foram disparados por algum ocupante de veículo que passava pelo local e de algum local próximo. O ataque partiu de fora do evento. Ferreira sentiu uma pancada na perna,
enquanto outras duas pessoas tiveram atingidos pescoço e costas. Não foi feito registro
fotográfico das lesões, mas Ferreira promete registrar Boletim de Ocorrência. O
ataque partiu do lado da Avenida Nações Unidas que fica em direção ao Centro. A
seguir, o relato publicado pelo dirigente no Facebook:

“Antes de mais nada, estou bem. Ontem participei de um ato em
prol de eleições gerais, contra a retirada dos diretos e pelo Fora Temer, na
Praça Punta del Leste. Ninguém é obrigado a aceitar o posicionamento do outro,
mas o que aconteceu ontem extrapola qualquer direito à discordância. Eu e mais
três, a princípio, fomos atingidos por disparos de alguma espécie de arma de
pressão. Em mim pegou na perna e causou um pequeno hematoma, porém em dois
atingiu próximo à cabeça, o que poderia causar danos muito sérios. Também é
contra esta intolerância que vai minha luta, pelo direito de livre
manifestação. Sigamos fortes… A retirada de direitos vem aí e a bola da vez é
a Previdência. Não devemos ficar calados!”

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