A situação vem de longa data. Passageiros dos ônibus desembarcam em parada ao lado da Igreja da Ascensão, na rua Bento Gonçalves, no Centro de Novo Hamburgo.
A caminho de ingressar no Calçadão, eles precisam se espremer ou desviar de dezenas de sacos de lixo e de resíduos ali depositados. É um visual nada agradável.
Esses sacos seriam de comércios e endereços localizados no Calçadão, que depositam nos extremos das ruas os resíduos para serem levados pelos caminhões do recolhimento de lixo. Quando chove, a situação fica ainda mais complicada, já que o material descartado fica se desmanchando – são caixas de papelão, por exemplo. E não é pouca coisa que é depositada ali.
Também passa por ali alunos da escola Oswaldo Cruz e muitos trabalhadores em seus deslocamentos. É local de grande circulação.
Recentemente, foram instalados dois coletores na cor laranja – um na Bento Gonçalves e outro na avenida Pedro Adams Filho. O objetivo foi tentar organizar os sacos de lixo. Em parte, ajudou. Mas não resolveu, isso porque tem muitos resíduos e os materiais são empilhados ao lado dos coletores.
Com a revitalização do Calção – que, aliás, tá muito bacana – esse cenário de sacos de lixo espalhados fica ainda mais desagradável e desconfortável.
A reportagem do Portal Martin Behrend procurou a Prefeitura para saber se algo diferente será feito no local. Foi enviado o seguinte esclarecimento:
“Após o término da reforma na área central, a Diretoria de Limpeza
Urbana de Novo Hamburgo irá instalar coletores para lixo seco e
orgânico.”
Resta esperar. Afinal, estão sendo investidos milhões de reais na valorização e modernização do espaço. E está ficando bonito. Mas não dá para aceitar que as pessoas sejam recepcionadas nesse espaço revitalizado com uma pequena montanha de lixo.
