O anúncio do encerramento das atividades da Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo continua com desdobramentos e repercussão estadual. O anúncio do fim do repasse de recursos pela Prefeitura gerou uma onda de manifestações e solidariedade.
Nesta terça-feira (18), agentes da cultura e defensores da Orquestra de Sopros procuraram o Portal Martin Behrend para divulgar diferentes iniciativas e questionar o que está sendo feito para impedir o fechamento do grupo.
Completando 73 anos de história, a orquestra é um patrimônio histórico e cultural do município. Muitos hamburguenses estão considerando um ataque e um desrepeito com a trajetória de mais de sete décadas do grupo.
ISSUR KOCH
Entre os questionamentos recebidos, hamburguenses cobraram um posicionamento do deputado estadual Issur Koch (PP). O parlamentar é músico, professor, aliado e parceiro do prefeito Gustavo Finck (PP), e muito próximo do diretor de Cultura de Novo Hamburgo, Fabiano Pilar, que também é músico.
Issur Koch se posicionou dessa forma: “Estamos buscando meio de aportar recursos para manutenção dos trabalhos da Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo, especialmente através de recursos extras, oriundos de emendas e programas estaduais e federais. Como músico e professor sei a história e importância da Orquestra, por isso estou somado na busca da solução financeira pra manutenção das atividades,#
SINDICATO
A categoria dos músicos profissionais divulgou uma Nota de Repúdio. Confira o posiocionamento:
“Nota de Repúdio
O Sindicato dos Músicos Profissionais do Estado do Rio Grande do Sul (SINDIMUS-RS) vem a público manifestar seu profundo pesar diante do encerramento das atividades da Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo (OSNH), decorrente do corte de verbas pela Prefeitura Municipal.
Com 73 anos de história, a OSNH é um dos patrimônios históricos, artísticos e culturais de nosso estado, sendo referência na formação de músicos e na difusão da música de concerto. O bloqueio dos recursos não apenas encerra uma trajetória de grande relevância, mas também resulta na demissão de 34 profissionais da música e no fechamento de três polos de ensino musical, afetando diretamente 75 crianças que tinham acesso gratuito ao aprendizado de instrumentos.
Essa decisão representa um grave retrocesso na valorização da cultura e no acesso à educação musical, impactando diretamente a vida de músicos, professores, estudantes e da comunidade em geral. Salientamos nosso apoio incondicional aos profissionais afetados, reafirmando nosso compromisso em buscar soluções para a continuidade das atividades da Orquestra e dos programas de formação musical.
Solicitamos à Prefeitura de Novo Hamburgo que reveja essa medida, garantindo a permanência de um projeto que, há décadas, enriquece a vida cultural de nossa sociedade. A cultura precisa ser prioridade, não alvo de cortes.
Direção do Sindicato dos Músicos Profissionais do Estado do Rio Grande do Sul (SINDIMUS-RS)”

























