Em 2019, o Portal Martin Behrend publicou a seguinte reportagem: “Não estão desmatando o Parcão! Corte de árvores invasoras busca evitar degradação do bioma original”.
À época, o Portal recebeu mensagens de leitores preocupados com árvores sendo derrubadas no Parque Henrique Luiz Roessler, o Parcão, em Novo Hamburgo.
A matéria explicou que “A remoção de árvores dentro do Parcão está ocorrendo por necessidade de fazer o manejo de espécies invasoras.”
A reportagem pode ser relembrada aqui: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/… .
DENÚNCIA
Nesta semana, um integrante do Movimento Roessler para Defesa Ambiental enviou fotos questionando a necessidade de nova retirada de árvores. “O Movimento Roessler está muito revoltado com o corte de vegetação nativa que está sendo feito no Parcão junto à cerca da Rua Barão de Santo Ângelo. Árvores de porte estão sendo derrubadas para liberar espaço junto da cerca do parque. Já foi feita denúncia. É um corte de vegetação nativa junto a cerca sem sentido algum. É uma limpeza”, destacou o leitor.

PREFEITURA
Nesta quarta-feira (18), após um questionamento do Portal Martin Behrend, a Prefeitura de Novo Hamburgo enviou um esclarecimento sobre esta situação.
“A manutenção do Parque Henrique Luiz Roessler, o Parcão, é realizada de forma constante pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Seman). A ação desta semana faz parte desta série de serviços executados rotineiramente e é necessária para a preservação do patrimônio público, a conservação do ecossistema e a segurança do local.
A supressão de algumas árvores ocorre para resguardar o cercamento do Parque, na qual foram investidos R$ 2,5 milhões pela Prefeitura. Além disso, há a necessidade de se manter uma faixa de 1 a 1,5 m entre o limite da cerca e a vegetação para facilitar a circulação no Parque e permitir a realização de ações, incluindo um possível combate a incêndio.
Acrescenta-se ainda que algumas árvores que estão sendo retiradas são invasoras e, se não forem cortadas, prejudicam que a flora e a fauna nativa prosperem no local. Todo o processo, tanto de supressão de exemplares invasores como de árvores nativas, é acompanhado pela equipe de arborização, formada por dois engenheiros agrônomos, um biólogo e um técnico florestal, que monitoram constantemente o serviço que está sendo efetuado dentro da mais correta técnica. A ação conta com o apoio da RGE na vegetação que atinge a rede elétrica na parte externa do parque.

O número total de árvores que precisarão ser suprimidas ainda não está contabilizado, pois a ação ainda está em andamento, mas será uma quantidade muito pequena em relação aos 54 hectares de vegetação preservada do Parcão.”























