Nas últimas semanas, a reportagem do Portal Martin Behrend recebeu mensagens de leitores preocupados com árvores sendo derrubadas no Parque Henrique Luiz Roessler, o Parcão, em Novo Hamburgo
Foram enviadas mensagens, fotos e até um vídeo com árvores sendo cortadas. A partir dessa preocupação dos leitores, o Portal Martin Behrend buscou esclarecimentos com fonte da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semam). Foi repassada a seguinte explicação:
“A remoção de árvores dentro do Parcão está ocorrendo por necessidade de fazer o manejo de espécies invasoras. São espécies como eucaliptos, pinus e jambolão na sua maioria que acabam por se sobrepor a vegetação nativa, o que implica na degradação do bioma Mata Atlântica e remanescentes do bioma Pampa. Em resumo, se não existir a remoção destas espécies o prejuízo ambiental a unidade de conservação será grande onde a vegetação invasora acabará se sobrepondo a nativa com riscos a flora, fauna, nascentes existentes.”
O fato é que o Parcão é uma Unidade de Conservação (UC) protegida por lei. Mas poucos sabem o quanto é difícil equilibrar a preservação de um parque natural com as possibilidades de utilização pela comunidade.
PLANO DE MANEJO
Por esse motivo, de cinco em cinco anos, a Lei Federal n° 9.985/2000 exige que seja feito um Plano de Manejo. E é justamente o que vem sendo feito no Parque Henrique Luiz Roessler, o Parcão. Já em fase de conclusão pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, ele deve ser apresentado à comunidade em agosto na segunda Reunião Técnica de Planejamento, onde os moradores poderão sugerir possíveis correções e alterações no estudo.
Segundo o secretário de Meio Ambiente, Udo Sarlet, o Plano de Manejo é um instrumento de equilíbrio entre a natureza e o convívio da comunidade no parque. “Queremos que a população se aproprie do que é seu, sob o aspecto de usar e proteger o local. O Plano não representa impedimento de uso, mas sim um regramento para que todos possam usar e preservar o seu espaço. Entre as principais ações que o plano prevê estão o regramento nas questões de educação ambiental, comunicação, fiscalização, programas de pesquisas e, especialmente, corte e manejo das espécies de árvores exóticas invasoras”, destaca
CORTE DE ÁRVORES
O corte de árvores é sempre motivo de debate e polêmica entre a comunidade. No entanto, ele é necessário quando se fala em preservação de uma Unidade de Conservação. “Espécies como pinheiro, jambolão e eucalipto precisam ser removidas, pois elas se proliferam sem controle e representam uma ameaça para espécies nativas e para o equilíbrio dos ecossistemas. Nos últimos anos tivemos um crescimento muito grande de árvores tanto exóticas quanto nativas”, explica o secretário.
Para os visitantes, o Plano de Manejo vai ajudar na utilização correta do parque. “Adoramos vir ao parque e aproveitar esse espaço de contato com a natureza. Mas é preciso que todos se conscientizem do que a preservação representa”, diz a moradora do bairro Canudos Maria Aparecida Plentz, 52 anos, que costuma levar a neta para brincar nos brinquedos infantis da praça.

























