Movimentação de moradores de rua junto à albergue no Centro prejudica comerciantes

A situação dos moradores de rua na região central de Novo Hamburgo foi pauta recente do Portal Martin Behrend.

Em 13 de maio deste ano, foi publicada a reportagem “A complexa missão de buscar soluções para moradores de rua em Novo Hamburgo”. No texto, foi informado que um albergue foi instalado na rua Gomes Jardim, quase esquina com rua Bento Gonçalves.

Em razão do inverno e dos dias frios, a Secretaria de Desenvolvimento Social passou a oferecer vagas extras para pernoite, além das habituais, no Albergue Municipal. A iniciativa se estende até 30 de setembro e visa a dar proteção, mediante as baixas temperaturas e possíveis chuvas, ao público em vulnerabilidade social.

São 20 vagas oferecidas no local. A matéria completa pode ser conferida aqui: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/id/6256/titulo/a-complexa-missao-de-buscar-solucoes-para-moradores-de-rua-em-novo-hamburgo .

Só que a movimentação no entorno do albergue é durante boa parte das 24 horas e com um número superior a 20 moradores de rua. A reportagem do Portal Martin Behrend conversou com moradores e comerciantes, que relatam ter de pedir para os moradores saírem de frente da porta dos estabelecimentos para poderem começar a trabalhar. Alguns entendem, outros resmungam, e nem sempre o ambiente é pacífico ou higiênico.

Neste domingo, por exemplo, tinha grande movimentação num espaço de estacionamento de comércios, com os moradores acampados com vários objetos.

CÂMARA DE VEREADORES

Na semana passada, a Comissão de Segurança Pública da Câmara (Coseg) de Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo recebeu um grupo de comerciantes da rua Gomes Jardim, que expuseram uma situação que vem ocasionando transtornos e perda de clientela para quem possui negócios na região. A reunião contou com a participação do secretário municipal de Segurança, Roberto Jungthon, convocado pela comissão.

Segundo os moradores, ao final da tarde há uma maior concentração de pessoas em situação de rua, “quase o dobro”, diz o empresário Jaques Carvalho. “Sabemos da importância do acolhimento para pessoas que estão na rua e que precisam de um espaço para se protegerem do frio e da chuva, principalmente nesta época fria de inverno. Apoiamos essas iniciativas da prefeitura. O que tem acontecido lá é que há uma concentração de pessoas, que começa perto das 17 horas, que buscam pernoitar na casa. Aqueles que não conseguem espaço no albergue acabam ficando no entorno, acomodam-se em marquises de prédios comerciais. Não são todos, mas muitos pedem esmolas, outros bebem e entram em conflito entre eles mesmos. A confusão deixa a clientela acuada, afetando os negócios”, relata Carvalho.

Um terreno particular lindeiro ao albergue estaria também servindo de espaço para alguns usuários de drogas durante a noite, informaram os comerciantes. Após ouvir os relatos do grupo, o secretário Roberto Jungthon informou que a Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS) já está ciente da situação e está buscando alternativas para evitar o que está acontecendo no local. “Não posso falar em nome do colega secretário da SDS nem adiantar o que vem sendo planejado, mas sei que ele busca resolver essa situação. Quanto às minhas obrigações, asseguro que a Guarda Municipal intensificará a presença na rua. Queremos encontrar uma solução razoável para todos”, disse Jungthon.

Os vereadores Inspetor Luz (MDB), presidente da Coseg, e Felipe Kuhn Braun (PDT), secretário da comissão, comprometeram-se também a interceder junto ao Executivo para solicitar ações que solucionem o impasse. A relatora da comissão, Patricia Beck (PPS), não compareceu por motivos de saúde.

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