Meteoro?! Cratera gigante em terreno na Rondônia foi considerado caso resolvido pela equipe do governo Luis

O pátio na parte dos fundos da residência de Valdir Pinheiro Marisa Groff parece ter sido vítima de um atentado terrorista ou alvo da queda de um meteoro.
Uma cratera de cerca de cinco metros de profundidade e dez metros de largura,
terra e barro espalhados, canos quebrados, esgoto correndo, muro destruído.
Moradores da Rua Balduíno Michel, no bairro Rondônia, eles convivem com um drama há
mais de dois anos sem que a equipe do governo Luis Lauermann (PT) resolva o impasse.
A simples troca de canos do esgoto – obra de responsabilidade
da Prefeitura – se transformou numa novela sem fim e cada vez mais dramática. “Entre
tantas coisas que lamentamos, o esgoto nem é nosso. Vem de outras residências.
Nosso pátio virou depósito do esgoto da região”, desabafa Pinheiro.

Quando adquiriram o terreno na via, há cerca
de 15 anos, Valdir Pinheiro e Marisa Groff nunca imaginaram que aquele local
cheio de mato e que se transformou numa agradável residência poderia, um dia,
se transformar num local de tanta incomodação e descaso. Em 13 de maio de 2014, o casal
protocolou um pedido de providências para que fosse verificado o que estava
acontecendo no pátio.
“Percebemos que o terreno estava começando a ceder. Logo
suspeitamos de ser algum problema de infiltração no esgoto. Então, acionamos o
município”, destaca Marisa.

A partir desse contato inicial em maio de 2014, a situação
foi só se agravando. Com a questão detectada como um problema na tubulação do esgoto público,
começou uma série de episódios que, até hoje, só pioraram o quadro. “Recebemos
visitas de funcionários da Prefeitura, mas pouco foi feito. Em
uma oportunidade, trouxeram uma pequena retro, que entrou pela garagem,
contudo, era um equipamento insuficiente, que acabou aumentando a cratera e não
resolveu o problema”, destaca Pinheiro. Enquanto isso, dá-lhe esgoto
aparecendo no pátio e o buraco aumentando a cada chuva. Uma peça anexa
da residência pode vir abaixo a qualquer momento.
“E a Prefeitura disse que, se
isso acontecer, não pode garantir que seremos ressarcidos pelos prejuízos”, completa
Marisa.

Um dos episódios mais revoltantes foi a constatação que no
protocolo da Prefeitura – vide documento abaixo – a obra foi dada como
realizada em setembro de 2015, inclusive com confirmação de ter sido “vistoriada”.
“É inaceitável. Colocaram a culpa num erro de funcionário.
É total desrespeito. Estávamos com a cratera aberta e, no sistema, deram nosso
caso como resolvido”, desabafa Marisa. O casal teve contato com integrantes da
Secretaria de Obras e da Diretoria de Esgotos Pluviais (DEP), que nunca
conseguiram objetividade.

O último capítulo dessa novela envolve o suplente de
vereador Vitor Gatelli, que está respondendo interinamente pelo setor. Ele também esteve na
residência, mas disse que existe o problema da burocracia para estancar as
laterais da cratera e colocar a retroescavadeira para funcionar. Quase como um
ato de desespero, o casal pediu autorização do vizinho para literalmente colocar
a baixo o muro dos fundos.
“É um sinal claro para a Prefeitura que queremos ver o problema resolvido. Derrubamos o muro para máquina acessar o buraco. E,
se for o caso, vamos pagar para ter o material, como estacas e pranchas de
contenção, a fim de ver a obra concluída”, completa Marisa.

A reportagem do Portal Martin Behrend entrou em contato com
a Prefeitura.
Foram enviados e-mails para cinco integrantes da equipe de comunicação.
Foi disponibilizado espaço para Jorge Koch ou algum outro integrante do governo
do prefeito Luis Lauermann se manifestar. Até o fechamento da reportagem,
ninguém retornou com esclarecimentos à comunidade.

A seguir, acompanhe vídeo produzido no terreno do bairro Rondônia.

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