Menos de 500 hamburguenses participaram das 12 plenárias promovidas pela Prefeitura para discutir segurança

Após gastar centenas de milhares de reais com observatórios,
pesquisas e estudos, o governo do prefeito Luis Lauermann (PT) decidiu fazer um
novo movimento para debater a segurança pública em Novo Hamburgo. Nos meses de
março e abril, foram realizadas 12 plenárias em diferentes bairros
hamburguenses. Pouco mais de 400 hamburguenses marcaram presença – média de 40
pessoas por encontro. Novo Hamburgo tem cerca de 250 mil habitantes. Ou seja, menos
de 0,2% dos hamburguenses foram debater segurança no município.

Mesmo com a fraca adesão, a Prefeitura realizará, nesta
terça-feira (24), às 19 horas, no Salão de Atos da Prefeitura, no 10º andar do
Centro Administrativo Leopoldo Petry, será a Plenária Final. No encontro, será
apresentado a síntese das manifestações da comunidade nas 12 Plenárias
Regionais e a consolidação das prioridades do Plano Municipal Integrado de
Segurança Cidadã e da organização e funcionamento dos Fóruns Regionais e Fórum
Municipal de Segurança Cidadã. O evento é aberto e toda a comunidade está convidada
a participar. Já o Seminário Final será realizado no dia 11 de junho, às 14
horas, na Fenac.

Entre os programas que estão em andamento pela Unidade
Gestora de programas de Prevenção à Violência de Novo Hamburgo (UGPPV), estão o
Observatório de Segurança Cidadã (Fadisma); Plano Municipal de Segurança Cidadã
(Guayí); Núcleo de Justiça Comunitária (Amencar); Núcleo de Comunicação Cidadã
(Palavrações); Educação de Jovens e Adultos e Projetos Oficinas Esportivas,
Recreativas e Culturais (Fundação La Salle). Os projetos estão sendo realizados
pela Prefeitura como parte do convênio com o Banco Interamericano de
Desenvolvimento (BID).

ANÁLISE

A baixa presença de hamburguenses participando das plenárias
sobre segurança se explica por alguns motivos:

– As pessoas não querem mais teoria, já passou a hora de
colocar em práticas ações para conter a violência. Não precisa novos estudos
pra mostrar onde está e como funciona a violência no município.

– A descrença no Orçamento Participativo (OP) se reflete
neste tipo de encontro. Como dezenas de obras conquistas nos últimos cinco anos
jamais saíram do papel, muita gente não leva mais fé.

– Faltou divulgação. A Prefeitura, ao invés de usar os
milhões de reais gastos em publicidade para informar a população sobre os
encontros, preferiu criar peças publicitárias de um município fictício.

– A própria realização da Plenária Final num auditório “escondido”, no 10º andar da Prefeitura, mostra que não há interesse em facilitar o acesso do público.

– Movimento #PAZ. Esta mobilização apartidária, com dezenas
de apoiadores, conseguiu mais resultados práticos que a própria Prefeitura.

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