O hamburguense Thiago Bohn é um dos tantos voluntários que atuaram e atuam em abrigos de desabrigados em Novo Hamburgo.
Num abrigo em uma escola do município, ele conversava com uma pessoa que contou ter perdido tudo. O desabrigado relatava sua história e, durante o papo, pediu um chimarrão para seguir a prosa.
Naquele momento, Bohn não tinha como atender a solicitação, mas se comprometeu em trazer uma cuia no dia seguinte, porque sabia que tinha unidades sobrando em casa.
“Pensando sobre isso, me dei por conta que cuias e bombas de chimarrão são itens que normalmente temos guardados em casa. Reutilizando as peças, poderíamos fazer com que as famílias abrigadas tomassem seu chimarrão na retomada”, explica o voluntário. “Embora o chimarrão não seja tão imprescindível quanto uma boa alimentação e um local seguro para dormir, ele tem uma importância para muitas pessoas, porque representa acolhida. Faz parte da nossa cultura e da rotina”, complementa.
OBJETIVO DO PROJETO
A partir daquele papo, Thiago Bohn decidiu iniciar uma mobilização. “Estamos
coletando doações de cuias, bombas, térmicas e erva mate para montar
kits de chimarrão e distribuir nos abrigos onde as pessoas afetadas
pelas enchentes estão abrigadas”, detalha.
Segundo ele, já foram doados 257 kits de
chimarrão em abrigos de Novo Hamburgo, Estância Velha e São Leopoldo.
Foi criada uma conta no instragram (https://www.instagram.com/vai_ter_chima)
para engajar pessoas nesta campanha e também gerar transparência sobre
para onde doações estão sendo enviadas. “Abrigos e famílias já entraram
em contato conosco pedindo kits”, relata.
COMO AJUDAR?
Quem
tiver cuias, bombas, térmicas e erva mate para doar. O interessado pode entrar em
contato através do instagram @vai_ter_chima , que é organizado um
dia e horário para coletar.
Outra opção é
deixar a doação na Belo Sul A Casa da Erva Mate, Rua 25 de julho 601 – o empreendimento aceitou ficar como ponto
de coleta).
Quem
tiver estabelecimentos comerciais e desejar deixar uma
caixa para coletar doações também é muito bem-vindo. Basta mandar uma
mensagem no instagram @vai_ter_chima para receber uma caixa com
identificação. “Nos comprometemos a passar com frequência para recolher
as doações”, comenta Bohn.
Vai ter chima, sim!
