A Crespi do Brasil, indústria de laminados sintéticos de Novo
Hamburgo, recebeu, nesta quarta-feira (21), a certificação do Origem Sustentável
no nível Ouro.
Com mais de 60% dos indicadores do programa atingidos, a
empresa vem se
destacando na busca de uma produção cada vez mais sustentável e alinhada
aos conceitos de ESG (Environmental, Social and Governance).
O diretor da empresa, Paulo Roberto dos Reis Filho, destacou que a
Crespi do Brasil pensa na sustentabilidade muito além da sua estrutura
física e do pilar ambiental. ”Queremos contribuir com a nossa comunidade
local
por meio de ações que favoreçam a educação, a saúde, o esporte, que
valorizem a cultura e gerem empregos, sempre com o objetivo de promover a
inclusão social, econômica e política”, comentou Reis.
Com mais de 70 funcionários e sede no bairro Canudos, a Crespi do Brasil é uma das líderes brasileiras no fornecimento de laminados sintéticos em poliuretano para as indústrias de calçados e artefatos.
O Origem Sustentável é mantido pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), e tem o objetivo de certificar as empresas com práticas sustentáveis na cadeia produtiva do calçado.
MUDANÇA
Chamou a
atenção dos auditores do Origem Sustentável, para a certificação da
Crespi do Brasil, o fato de a empresa, a partir de 2020, ter mudado o
direcionamento do seu centro de
pesquisa e desenvolvimento, o Studio Crespi Design, que passou a
produzir coleções orientadas para a inserção de produtos
eco-responsáveis e novas possibilidades de acabamentos.
Neste contexto, a
empresa criou a base Ecofit, que tem 30% de sua
composição feita de fibra de viscose, fibra artificial de fonte
renovável produzida a partir de cavacos de madeira de árvores que
possuem pouca resina ou a partir da semente do algodão e substitui a
fios de origem petrolífera.
A partir da orientação, a empresa, em
2022, migrou completamente para o Ambiente de Contratação Livre,
passando a utilizar energias totalmente renováveis em seu processo
produtivo. “Por termos migrado nossa operação
para uma energia renovável, deixamos de emitir o equivalente a 27,6 mil
toneladas de CO2, o que contribuiu significativamente para reduzir nossa
pegada de carbono”, conta Filho. Outro ponto de destaque colocado pelo
diretor é a substituição do óleo
combustível pelo gás natural e a troca das lâmpadas fluorescentes por
lâmpadas de LED em 90% das suas dependências. Segundo ele, com essas
ações, a empresa conseguiu uma redução de 15% do seu consumo de energia
elétrica e 20% no consumo de
gás natural e à lenha.
O ano passado também marcou a
divulgação do primeiro inventário de emissões de gás carbônico da
empresa. O documento indicou que a produção emite, anualmente, 787,5g de
CO2 por metro linear. “Nossa meta é chegar
a menos de 690g por metro produzido até final de 2028”, projetou Filho.
COLABORADORES
Na dimensão
social, a Crespi do Brasil passou a realizar treinamentos com todos os
seus 72 colaboradores, buscando sensibilizá-los sobre as questões de
sustentabilidade e a postura da empresa
diante dos novos desafios. “Os treinamentos são realizados tanto de
forma on-line quanto presencial e contam com a participação de
acionistas, colaboradores, fornecedores, clientes e consumidores. Além
disso, enviamos nossa Política de
Sustentabilidade para toda a equipe por meio de e-mail corporativo para
que todos pudessem ter acesso”, informou Filho, destacando a criação de
uma cultura de sustentabilidade na empresa e na comunidade.
Com objetivo de atuar frente aos desafios
sociais, desde 2008 a empresa doou, para a Fundação Semear, organização
social sem fins lucrativos com sede em Novo Hamburgo, mais de R$ 50
mil. “O recurso tem sido
fundamental para a fundação e possibilita o desenvolvimento e a
qualificação de programas e projetos sociais de iniciativa própria,
assim como outras ações que beneficiam e envolvem mais de 40 entidades
sociais do Rio Grande do Sul”, destacou o
diretor.
CERTIFICAÇÕES
Baseado nas
melhores práticas internacionais de sustentabilidade, o programa Origem Sustentável segue a
diretriz de indicadores distribuídos em cinco dimensões: econômica,
ambiental, social, cultural e
gestão da sustentabilidade. Atualmente já são mais de 100 empresas de
componentes e calçados participantes, entre certificadas e em processo
de certificação.
























