Vereadores integrantes das Comissões de Meio Ambiente (Comam) e de Obras, Serviços Públicos e Mobilidade Urbana da Câmara de Novo Hamburgo (Coosp) deslocaram-se, na manhã desta terça-feira (19) a Porto Alegre para uma reunião com o secretário estadual de Obras e Habitação, José Luiz Stédile.
O motivo do encontro, realizado no Centro Administrativo Fernando Ferrari, foi a busca de auxílio com maquinários para a efetivação de um serviço intensivo de manutenção e desassoreamento dos arroios da cidade, evitando futuros transtornos com altas precipitações. O secretário pontuou que é necessário respeitar alguns trâmites internos, mas antecipou que o pleito dos parlamentares será levado adiante. “Alguma coisa nós faremos”, afirmou.
O presidente da Comam, Enio Brizola (PT), destacou a importância do desassoreamento para impedir que residências sejam alagadas e ruas fiquem intransitáveis, como ocorreu após enxurrada no início do mês. “Novo Hamburgo tem sido atingida periodicamente. Temos 18 arroios de grande extensão que precisam desse cuidado. Para isso, no entanto, precisamos de equipamentos, máquinas, em especial escavadeiras com lança estendida, e caminhões”, frisou o parlamentar, que lembrou ainda o apoio do Governo do Estado em outras ocasiões.
A presidente da Coosp, Patricia Beck (PPS), contou sobre o sofrimento enfrentado por moradores que perdem móveis e utensílios repetidamente com a subida das águas. “As pessoas até compreendem quando envolve a cheia do Rio dos Sinos. Mas ele estando em nível normal e a cidade alagada denota falta de manutenção”, reforçou a vereadora. O secretário da comissão, Vladi Lourenço (PP), corroborou o pedido de apoio para a contenção das águas.
O relator da Comam, Sergio Hanich (MDB), enfatizou que esse é um anseio de toda a cidade, tanto que mobilizou duas comissões pluripartidárias. “Seria importantíssima a cedência de horas-máquina e de caminhões”, apontou. “Hoje os equipamentos da Prefeitura estão sendo usados no recolhimento de entulhos, deixando o trabalho de manutenção de lado. Não está acontecendo essa limpeza”, acrescentou Cristiano Coller (Rede), secretário da Comissão de Meio Ambiente.
SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA
Acompanhado da diretora do Departamento de Desenvolvimento Urbano, Letícia Gomes, Stédile alertou que, para que a formalização da ajuda se concretize, é necessário que o decreto de situação de emergência assinado pela prefeita Fátima Daudt seja homologado pelo Estado e pela União.
Ele informou que os recursos despendidos para a contratação de horas-máquina já foram esgotados, no atendimento às enchentes na região da Fronteira, mas que é possível executar uma suplementação. “Precisamos ver onde estão as máquinas necessárias, mas a cedência do serviço é bem tranquila. Sugiro que seja encaminhado um ofício da Prefeitura informando sobre o decreto e encaminhando o pedido”, indicou.
Conforme o vereador Enio Brizola, o secretário municipal de Obras Públicas, Serviços Urbanos e Viários, Raizer Ferreira, havia confirmado sua participação na reunião, mas não pôde comparecer. Com isso, o líder do Governo na Câmara, Sergio Hanich, ficou incumbido de relatar os desdobramentos do encontro à prefeita. O relator da Coosp, Fernando Lourenço (SD), não pôde participar da reunião, que contou ainda com a presença de Ronaldo de Oliveira, representando o deputado estadual Edegar Pretto.
PREFEITA
Nesta segunda-feira, a prefeita Fátima Daudt (PSDB) esteve reunida com comerciantes e empresários do município, muitos deles com negócios junto à avenida Nações Unidas. Com o dilúvio de 8 e 9 de março, muitos estabelecimentos foram invadidos por água e lama, num prejuízo que pode ultrapassar R$ 10 milhões. No encontro, Fátima informou que está sendo organizando um planejamento para limpeza dos arroios, e que também fará cobrança por auxílio do governo estadual.
O QUE É ASSOREAMENTO?
O assoreamento é o acúmulo de sedimentos (areia, terra, rochas), lixo e outros materiais levados até o leito dos cursos d’água pela ação da chuva, do vento ou do ser humano. Trata-se de um processo natural que pode ser intensificado pela ação humana. Em alguns casos, o curso d’água pode até deixar de existir em decorrência desse fenômeno.

























