A frase é de autoria da mãe do tabelião José Flávio Bueno Fischer: “Para de reclamar e faz a tua parte”. Há muitos anos esse mantra acompanha a vida do titular do 1º Tabelionato Fischer, de Novo Hamburgo. Desde os tempos de liderança estudantil, passando pela presidência de entidades e associações regionais, estaduais, nacionais e internacionais, até sua posição como incentivador cultural e de entidades beneficentes, ele vem fazendo a sua parte como cidadão. Contudo, não será
em 2016 que ele tentará fazer a sua parte se colocando como candidato numa disputa política.
No final da manhã de hoje, na sala de reuniões do tabelionato, Flávio Fischer – que completa 67 anos na próxima semana – reuniu a imprensa para comunicar oficialmente que não colocará seu nome à disposição como pré-candidato a prefeito de Novo Hamburgo na eleição municipal de outubro de 2016. Ele vinha sendo assediado e chegou a ter reuniões com cerca de dez partidos. Pensou, refletiu, pesou, ponderou, ouviu e decidiu: não será candidato. Contudo, ele não descarta se filiar a um partido e tentar emplacar alguns conceitos que julga importante dentro de uma agremiação política.
Confira a seguir algumas das declarações de Flávio Fischer na coletiva da manhã de hoje:
“Fui provocado numa entrevista pelo Rodrigão (Rodrigo Steffen, da TVNH) e acabei mencionando que aceitava considerar a possibilidade de me lançar candidato. Foi a primeira vez que confirmei abertamente essa situação.”
“Não tinha a intenção de criar expectativas, mas as reuniões foram surgindo e fui atendendo todos os partidos que me procuravam. Conversei com oito a dez partidos e, inclusive, tenho outras reuniões agendadas.”
“Decidi não ser candidato ao avaliar que meu envolvimento comunitário seria prejudicado. Partido já se refere a uma parte, defender uma parte. Eu não conseguiria realizar meu trabalho através de uma vinculação partidária. Não conseguiria conviver com isso, não teria ‘estômago’ nem jeito para isso.”
“Sigo à disposição da comunidade. Nas tardes de quintas-feiras, tenho a agenda livre e recebo as pessoas para falar dos mais diferentes assuntos.”
“Se tivéssemos uma mudança em nosso sistema partidário, seria mais fácil ter envolvimento. Mas do jeito que estamos hoje, com vários partidos e todos muito parecidos, fica complicado.”
“Quase todos partidos em Novo Hamburgo têm donos.”
“Não suporto o comodismo e os críticos de Facebook, que não saem da frente do computador e só ficam reclamando.”
“Estimulo as pessoas a participarem da política. Eu tomei a minha decisão, mas cada um deve tomar a sua. Devemos interferir, participar, tentar mudar. Sabem que, após essa provocação feita, penso que a possibilidade de me filiar a um partido segue valendo. Quem sabe, estando dentro de uma sigla, não consiga alterar algumas realidades.”
“Conheço pouco o Lauermann (prefeito Luis Lauermann). Apoiei seu nome assim como apoiei o Fufa (vereador Fufa Azevedo), pois considero um jovem interessado.”
“Fica difícil dar uma nota para atual administração. Ela vai mal, muito mal. Acreditei na postura solidária, no projeto social. Mas a administração se fechou como um caramujo. Não se consegue conversar com o prefeito. O Fufa não vai admitir isso, mas ele saiu da Prefeitura e voltou para a Câmara pois não era ouvido. E não se entendem os motivos dessa postura.”
“A nota da atual administração é muito baixa. É com tristeza que digo isso. Eu acreditava no projeto. A palavra que resume é decepcionante.”
“Tenho muitos familiares ligado ao PT, fui apoiador do partido, mas desacreditei no projeto. O que estamos vendo na prática, não só em Novo Hamburgo, mas no governo federal, é muito ruim”.

























