O artista plástico hamburguense Marciano Schmitz são muitos.
É o pintor, o escultor, o professor, o artista intenso.
Tem o Marciano do Monumento à Bíblia, no Parque Floresta Imperial; da fachada do Centro Municipal de Cultura de Novo Hamburgo; do Movimento Casa Velha; da proposta do Monumento ao Bicentenário da Imigração Alemã; de pinturas no interior da Catedral São Luiz; do surrealismo brasileiro; das paisagens de Lomba Grande; da Estância da Arte na Expointer. São muitos e surpreendentes Marcianos.
A versatilidade e a capacidade de criar de Marciano ganharam mais um espaço de destaque.
FEEVALE
A Associação Pró-Ensino Superior em Novo Hamburgo (Aspeur), mantenedora da Universidade Feevale, inaugurou nesta sexta-feira (9), um conjunto de esculturas no Câmpus II.
Na ocasião, também foi feita uma homenagem aos ex-presidentes da entidade, que contribuíram para a trajetória de mais de 50 anos da Aspeur, deixando um legado para toda a comunidade.
Para marcar o seu cinquentenário, comemorado em 2019, a Aspeur convidou o artista plástico Marciano Schmitz, graduado na Feevale em 1976, para criar o monumento intitulado Evolução. O conceito partiu de vários estudos e, após a escolha, foram feitas maquetes e desenvolvidas as esculturas, que seguem a ideia de evolução humana do estado de “ser” ao estado de “agir” sobre o meio e materializam a trajetória da Instituição.
As esculturas – quatro no total – variam de 1,40 metro até 4 metros de de altura. A base foi esculpida e modelada em poliuretano expandido e a matrizaria executada em fiberglass, sistema de revestimento anticorrosivo composto de resinas especiais.
A copiagem também foi executada em fiberglass e reforçada em aço. A montagem foi sobre suporte de alvenaria e o acabamento em resina, com aditivo mineral. “Trabalhos assim sempre são experimentais e envolvem o emocional. É um trabalho exaustivo, uma vez que se começa do nada e avança até o final, sem poder cometer erros”, afirma o artista plástico.

O reitor da Universidade Feevale, Cleber Prodanov, disse que, como historiador, vê uma obra como essa e fica pensando no seu significado, que transcende o próprio monumento, as pedras, a escultura. “O Marciano Schmitz é ex-aluno da Feevale, o que é muito significativo, afinal, temos nos câmpus trabalhos de outros ex-alunos, o que é uma característica fundamental da nossa instituição”, disse
Prodanov disse que a universidade é o lugar do conhecimento, da inovação, das empresas e dos alunos, mas também é o lugar da arte. “E a arte está lá na fundação da Feevale, quando Belas Artes foi um dos primeiros cursos a serem criados. Esse monumento simboliza a ligação da nossa universidade com a nossa mantenedora. Obrigado por esse presente para o câmpus. E sigamos em frente, com mais 50, 100 anos para a nossa universidade”, afirmou.
EX-PRESIDENTES
Além de uma placa alusiva ao evento, também foi descerrada uma placa em homenagem aos ex-presidentes da Associação Pró-Ensino Superior em Novo Hamburgo (Aspeur), por seus legados ao cinquentenário da entidade.
Ao longo das gestões que estiveram à frente da Aspeur, desde 1969, a Universidade Feevale cresceu e se fortaleceu, sendo hoje uma instituição comunitária e inovadora. Os ex-presidentes são:
Martins Avelino Santani (1969-1971) – In memoriam
Darcy de Souza Dias (1971-1973)
Gastão José Spohr (1973-1975 e 1987-1989) – In memoriam
Wanderlino Canabarro (1975-1977) – In memoriam
Ruy Borges da Fonseca (1977-1979) – In memoriam
Heinz Drews (1979-1981)
Alex Franco Jung (1981-1985)
Glauco Gevoni Engel (1985-1987)
Renato Kunst (1989-1991)
Paulo Roberto Kopschina (1991-1993)
Renato Gilberto Roese (1993-1995)
Francisco Assis Stürmer (1995-2005)
Argemi Machado de Oliveira (2005-2013)
Luiz Ricardo Bohrer (2013-2018)
Roberto Cardoso (2018-2021)

























