A gurizada do Colégio Pio XII, de Novo Hamburgo, já está preparando seus passaportes – mais uma vez.
E o destino é, novamente, a FIRST Robotics Competition, nos Estados Unidos (EUA), considerada a maior competição de robótica para estudantes do Ensino Médio no mundo e que reúne equipes de diferentes países em desafios de programação, engenharia e desempenho de robôs em arena. É um Mundial nesse segmento educacional.
Na etapa nacional da competição, realizada no último final de semana, em São Paulo, duas equipes do Rio Grande do Sul estiveram entre os destaques. Estudantes dos colégios Marista Pio XII, e Marista Medianeira, de Erechim, conquistaram premiações importantes durante o evento.
A equipe Under Control #1156, do Pio XII, garantiu ainda a classificação para a etapa mundial da competição, que acontece em abril, nos EUA
Esta consagrou-se campeã na arena de robôs, permanecendo invicta nas partidas. Além do título, os estudantes também receberam o prêmio Innovation in Control, concedido às equipes que se destacam pelo desenvolvimento e desempenho do sistema de controle e programação do robô. Com o resultado, o robô desenvolvido pelos participantes figurou entre os cinco melhores do mundo na competição.
Outro destaque gaúcho no evento foi a equipe Cavalo Vendado, do Colégio Marista Medianeira, de Erechim. Formado por 20 estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio, o grupo conquistou o Prêmio Aliança, reconhecimento que valoriza o melhor desempenho coletivo entre equipes durante as disputas. A premiação foi recebida ao lado da Under Control, do Marista Pio XII, e da equipe Megazord, do SESI-SENAI de São Paulo.
TRADIÇÃO EM ROBÓTICA
Com mais de 20 anos de história, a Under Control #1156 é a equipe mais antiga fora da América do Norte na modalidade e já acumula reconhecimento internacional. Em 2025, o grupo foi classificado entre as seis melhores equipes do mundo durante a FIRST Championship, consolidando-se como uma das principais referências nacionais em robótica educacional.

Nesta temporada, cujo tema foi “Rebuilt”, os estudantes desenvolveram um robô de porte industrial capaz de cumprir diferentes movimentos em arena. Um dos diferenciais do projeto foi o uso de simulação virtual antes da construção física do robô, permitindo ajustes na programação e previsão de desempenho antes da montagem.
“Fiquei bastante animado com esta temporada, pois eu que liderei a programação deste robô. É muito legal ver o que escrevemos no computador se tornando real, funcionando de verdade”, conta Klaus Koller Kroeff, estudante do 2º ano do Ensino Médio.
Para a instrutora de robótica do Marista Pio XII, Cibele Gonchoroski da Silva, as competições fazem parte de um processo formativo mais amplo. “Mais do que disputar partidas, os estudantes vivenciam um processo intenso de aprendizado, colaboração e superação. Eles desenvolvem habilidades técnicas, pensamento estratégico e trabalho em equipe”, afirma.

























