O bairro Santo Afonso segue sofrendo com águas acumuladas da enchente.
Esta é praticamente a última região de Novo Hamburgo com grande presença de águas invadindo ruas, casas e comércios.
Em bairros como Canudos, Lomba Grande e Industrial, a situação está “normalizando” e centenas de famílias já puderam retornar para limpar suas casas e avaliar os prejuízos.
OPERAÇÃO
Com pressão e críticas da comunidade pela demora, a Prefeitura de Novo Hamburgo está se preparando para, com a baixa do nível do Rio dos Sinos à cota adequada, chegar aos equipamentos e recuperar a Casa de Bombas. Para isso, iniciou a instalação de uma bomba submersível de alta capacidade. Canos necessários para a atividade foram levados até junto à Casa de Bombas.
O trabalho segue nesta segunda-feira e terça-feira, com o transporte da bomba e também do gerador pelo dique, em caminhões de pequeno porte, com peso controlado e com supervisão constante de técnicos para não comprometer a estrutura do dique por causa do transbordamento do rio e também pelo trânsito pesado feito por equipes da Prefeitura de São Leopoldo nos últimos dias.
“Reafirmamos nossa preocupação com a segurança dos moradores. O comprometimento da estrutura do dique pode levar ao rompimento dele quando a parte urbana estiver seca e o rio elevado. Não haverá segurança enquanto não houver um laudo de especialistas atestando que o dique está em condições de cumprir o seu papel. Nosso trabalho é feito priorizando vidas e a segurança dos moradores”, reforçou a prefeita Fátima Daudt.
BOMBA DA SABESP
A prefeita também anunciou a chegada de uma bomba de alta capacidade da Sabesp, resultado da articulação feita junto ao governo de São Paulo e Exército.
A bomba faz parte do carregamento que saiu de São Paulo na manhã de sexta-feira e que está chegando a Porto Alegre, Canoas e Novo Hamburgo nesta segunda-feira.
ARROZEIROS
Na tarde deste domingo, Fátima Daudt e técnicos da Prefeitura receberam um grupo de arrozeiros da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) para a instalação de mais bombas flutuantes – foto abaixo. Por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, o Município articulou a cooperação entre os arrozeiros e o Município.
Após serem recebidos pela prefeita, o grupo formado por Anderson Belolli, da área jurídica da Federarroz, o produtor Lauro Ribeiro e o engenheiro Antoniony Winkler, foi até o local com técnicos hamburguenses, junto à Casa de Bombas no bairro Santo Afonso.
“Nossa meta é conseguir bombear cinco mil litros por segundo do bairro Santo Afonso para o rio. Os equipamentos devem começar a chegar até esta terça-feira”, adiantou Winkler.
O diretor de Esgotos Pluviais da Secretaria Municipal de Obras Públicas e Serviços Urbanos e Viários, Ricardo Al-Alam, lembra que é necessário reduzir o nível da água para poder chegar à Casa de Bombas, cujos motores estão submersos.
Com um guindaste, os motores precisam ser retirados e levados para concerto e secagem. “Com isso, conseguimos saber em que medida os motores foram danificados pela enchente”, destaca, reforçando a necessidade de bombas temporárias.
