A violência banal, imparável e convidativa a novos crimes
segue fazendo vítimas em Novo Hamburgo. Com o governo do Estado não tendo lugares para presos, parcelando salários dos policiais, a Justiça soltando em nome dos Direitos Humanos e a Guarda Municipal por vezes priorizando multar a patrulhar, o contexto está cada vez mais
favorável aos bandidos. Mesmo com todas prisões realizadas pela Brigada Militar
e Polícia Civil, a criminalidade persiste em altos patamares.
A mais recente vítima foi um empresário de 52 anos. Morador
do bairro São José, em Novo Hamburgo, ele teve seu automóvel levado por dois
bandidos. O Citroën Aircross, prata, placas IRI-8452, ainda não foi recuperado.
A ação foi rápida. O empresário estacionou seu veículo em
frente a uma fábrica de calçados no bairro Petrópolis, numa rua de bastante movimento e visibilidade. Em questão de segundos, o carro estava cercado por dois homens –
um deles pelo menos estava armado. Um ingressou pelo lado do caroneiro e outro
forçou a entrada junto ao motorista. O empresário ainda sofreu com socos e
chutes de um dos bandidos. Câmeras de segurança da empresa teriam registrado a movimentação.
Além do automóvel, foram levados documentos e pertences
pessoais do empresário. Com ponte safena, ele ficou bastante nervoso e
apavorado com a violência a qual foi submetido. Ele registro Boletim de
Ocorrência (BO).
Não basta a humilhação de ser arrancado de um patrimônio, foi
ainda preciso apanhar. Numa tarde em que o empresário deveria estar visitando
um parceiro de negócios e ajudando no desenvolvimento econômico do país, ele
passou correndo atrás de novos documentos, trocando fechaduras da residência e
tentando baixar a adrenalina. Esse é o preço de ser empreendedor no Brasil.
A família pediu para preservar o nome do empresário, já bastante traumatizado com o episódio. Mas fez questão de relatar o ocorrido para que as autoridades entendam a gravidade da situação.

























