A Avenida Maurício Cardoso e ruas do entorno estão com trânsito sobrecarregado e cada vez mais feroz. Uma notícia: só vai piorar. Em ruas como Gomes Jardim, Gomes Portinho, Heller, Silveira Martins, João Antônio da Silveira, Augusto Jung, Araguaia, Joaquim Pedro Soares e Almirante Barroso, além da própria avenida, não param de brotar prédios. Somem casas, entram edifícios. Neste momento, oito ou nove estão em
construção.
A Prefeitura de Novo Hamburgo vem tentando atenuar o que está cada vez mais complicado no trânsito. Já inverteu as mãos da João Antônio da Silveira e da Almirante Barroso, e agora fez intervenção na rótula da Maurício Cardoso com a Rua Marcílio Dias, além de transformar a Rua São Francisco de Paula em sentido único. São paliativos. A estrutura viária não suporta mais tantos carros. Faltam estacionamentos.
Não tenho cacife para avaliar
quem vende e quem compra os terrenos. Está tudo dentro da lei. Tem proposta boa, vende-se. Tudo OK. Mas é preciso deixar claro que essa transfiguração da região sem o devido planejamento vai ter um preço a ser pago. Vamos a um exemplo: num quarteirão tínhamos 10 casas. Eram 10 famílias. Só que hoje temos neste mesmo quarteirão seis casas e quatro edifícios. Ao invés de 10 famílias, são cerca de 100 famílias – apenas neste mesmo quarteirão!
Ampliaram a rede de esgoto? Ampliaram as ruas? Ampliaram as vagas de estacionamento? Ampliaram a rede de energia elétrica? Ampliaram a coleta de lixo? Ampliaram a segurança? Ampliaram a iluminação? Ampliaram/Adequaram projeto urbanístico e de paisagismo?
Este é um fenômeno de mercado. As construtoras, atentas aos anseios de clientes, seguem erguendo prédios nestas ruas – afinal de contas, tem compradores! Então, boas vendas e vamos gerar emprego e renda! Só registro aqui aos atuais e futuros moradores: não reclamem da Prefeitura. Ninguém consegue dar conta de um crescimento desordenado num espaço tão pequeno envolvendo oito a dez quarteirões da cidade. A hora de ter planejado e freado esta invasão foi lá atrás, ajustando o Plano Diretor. Prefeitos e vereadores se omitiram e lavaram as mãos. Resta acompanhar onde vai parar esse fenômeno.

























