O prefeito de São Leopoldo, Anibal Moacir (PSDB), adotou mais uma medida para tentar superar as dificuldades financeiras provocadas por uma dívida inédita na história da cidade (cerca de R$ 300 milhões), combinada com um quadro recessivo no País, incluindo uma redução drástica de repasses dos governos federal e estadual. Diante deste quadro, uma nova medida será implantada a partir da próxima terça-feira (8), quando será adotado o turno único, das 7 às 13 horas. As portas do Centro Administrativo estarão abertas neste período para atendimento aos contribuintes. O horário especial de expediente terá vigência até 31 de março de 2016.
O expediente será aplicado às atividades administrativas. Ficam de fora as secretarias de Educação, Segurança e Defesa Comunitária e de Esportes e Lazer, Centro Jacobina, fundações e autarquias, assim como serão mantidos os horários em serviços essenciais, como saúde e atividades escolares. “Reduzimos o número de secretarias de 27 para 20, o total de CCs caiu de 417 para 224, as horas extras foram cortadas pela metade, mas tudo isto ainda se mostrou insuficiente para que São Leopoldo mantenha mais de 6.500 funcionários, em uma proporção de um servidor para cada 33 habitantes, enquanto em Canoas e Porto Alegre são 56”, afirma Moa.
O turno único vai gerar uma economia mensal aproximada de R$ 70 mil, além de um valor aproximado de R$ 30 mil em redução de pessoal. O prefeito leopoldense observa que esta economia não resolverá o problema, “mas temos que buscar todas as alternativas para que as dificuldades sejam reduzidas”.
Neste sentido, adiantou que será buscado o diálogo com os sindicatos dos servidores, “para que possamos tomar outras medidas, porque é de todos a responsabilidade de fazer com que São Leopoldo tenha viabilizada a sua administração”, finaliza Moa.
Embora exista por parte do Executivo sinalizações e tentativas de reduzir gastos para estancar a dívida e sobrar recursos para investimentos, parte dos leopoldenses perdeu a paciência. Nas redes sociais, crescem as manifestações de insatisfação, pois o governo tucano está indo para o terceiro ano e a pauta da dívida continua em evidência, sem uma solução a curto prazo que possa trazer mais tranquilidade para os leopoldenses, em especial os servidores públicos. Moa se encaminha para 2016, quando deverá tentar a reeleição, sem
conseguir
reverter um quadro herdado
bastante negativo e que vem atrasando o município.

























