Estudar a história de Novo Hamburgo ganhou um colorido especial para os alunos dos 3ºs anos A e B da Escola Oswaldo Cruz, unidade da Instituição Evangélica de Novo Hamburgo (IENH). No mês em que o município comemora seus 88 anos de vida – a data da emancipação é 5 de abril –, os estudantes receberam uma visita especial: no dia 16 de abril, eles puderem conhecer e entrevistar a primeira cidadã registrada na cidade de Novo Hamburgo, a primeira hamburguense com certidão de nascimento: Nair Fehse Schmidt. Foi um encontro de crianças com 8 e 9 anos e uma convidada de 88…
Logo que chegou à sala de aula, a hamburguense foi recebida com muitas palmas. Ao se acomodar, Nair recebeu uma homenagem: os estudantes cantaram a música “A amizade”. Na sequência, ela começou a voltar no tempo. Nair contou que os seus irmãos mais velhos foram todos registrados na cidade de São Leopoldo, porém, seu pai, que era a favor da emancipação de Novo Hamburgo, resolveu esperar para registrá-la quando o cartório da cidade começasse a funcionar. E foi no dia 25 de abril de 1927 que ela se tornou a primeira cidadã registrada no município de Novo Hamburgo.
Na sua fala, ela também descreveu como era a cidade antigamente, lembrando como o município cresceu e está diferente nos dias de hoje. Os alunos realizaram diversas perguntas a
Nair: queriam saber como era a escola antigamente, onde ela havia estudado, como se sentia sendo a primeira hamburguense registrada, entre outras questões. No mesmo dia da conversa, Nair estava comemorando o seu 88º aniversário e uma surpresa foi preparada. Com uma torta com velas e um buquê de flores, as integrantes do Núcleo Pedagógico da Unidade entraram na sala e o tradicional “Parabéns a você” foi cantado.
As professoras que organizaram o momento – Mari Lúcia Klug e Flávia Gehlen – contam que foi através da pesquisa de notícias sobre a emancipação de Novo Hamburgo que a curiosidade dos alunos iniciou. Em uma série especial de depoimentos do Jornal NH, os estudantes encontraram o relato da primeira hamburguense registrada. A
aluna Marina Grangeiro, do 3º ano B, contou aos colegas que Nair era sua bisavó. Com essa informação, as professoras contataram os familiares de Nair e marcaram o momento da conversa.

























